Aventureiros

Posso soar como alguém oldskool, mas na minha época, carros adventure não tinham apliques plásticos na carroceria ou algo que insinuava ser um quebra-mato na frente pra posar de valente…no máximo tinham parachoques!!!! Aqui vão 15 carros realmente aventureiros

Toyota Land Cruiser/Bandeirante

O Toyota Land Cruiser começou com um projeto baseado no Bantam GP durante a Segunda Guerra, quando os japoneses utilizaram de engenharia reversa para desenvolver o AK10, um modelo semelhante aos modelos americanos (Bantam GP/Willys MB/ Ford GPW) em capacidade de carga. Mas na década de 1950 a Toyota construiu um modelo com base nas especificações do Jeep americano para a Guerra da Coréia, surgiu o Toyota Jeep BJ que era maior que o Jeep e mais potente, mas era só como veículo militar e da Polícia. Em 1953 a produção do modelo civil começou, e no ano seguinte ganhou o nome de Land Cruiser. Em 1958 começou a produção do Land Cruiser FJ25 no Brasil, sendo o primeiro a ser produzido fora do Japão. Em 1960, o FJ40 fabricado no Brasil passou a ser chamado de Bandeirante e sendo construído até 2003.
Enquanto isso o Land Cruiser seguia sua evolução, a série 50 nos anos 70/80, a 60 entre 1980-1990, até a nona e atual geração (a 200) lançada esse ano. É um dos mais importantes fora-de-estrada da história, junto com o Jeep e o Land Rover, com um currículo de competições variadas.

 

 

Land Rover Defender

O Land Rover Defender é uma evolução do antigo Rover Land Rover fabricado entre 1948 até 1985, e é o equivalente inglês para o Jeep, tanto na importância quando no desempenho. E assim como o Jeep, virou uma marca à parte, inicialmente chamado de 90, 110 e 127/130 até 1990, quando recebeu a denominação Defender. É fabricado desde 1983 (com os nomes 90 e 110) com o mesmo desenho. Se tornou o veículo preferido para expedições ao redor do mundo e se tornou um dos símbolos do Camel Trophy, prova de Fora-de-estrada considerada como as Olimpíadas 4×4.

 

UMM Alter

O jipe de hoje é o UMM Alter, um português, fabricado pela União Metalo-Mecânica (UMM) com um visual que lembra o nosso CBT Javali. participou de inúmeras edições do Rally Dakar e outras competições internacionais, além de servir de base para a maioria dos pilotos de rally portugueses. fabricado de 1985 até 1994, vinha equipado com um motor Peugeot 2.5 Diesel.

 

DKW F91 MUNGA/Candango

Após a Segunda Guerra, a Alemanha Ocidental desenvolvia um projeto para um novo modelo para substituir os Land Rover reproduzidos sob licença pela Tempo durante o Pós-Guerra. Vencedor da concorrência feita pelo Exército Alemão, o DKW MUNGA (sigla para “Mehrzweck UNiversal Geländewagen mit Allradantrieb”, Veículo de campo universal multipropósito com tração nas quatro rodas em alemão) se mostrou eficaz e foi escolhido e a produção foi iniciada em 1956 na Alemanha e no Brasil,dois anos depois, através da DKW-VEMAG com o nome de Candango, em homenagem aos trabalhadores que construíram a cidade de Brasília, mas durou até 1962, enquanto a versão alemã durou até 1968. Seu nome no Brasil seria Jipe, mas a Willys-Overland do Brasil já havia registrado o nome, mesmo com grafia diferente do Jeep, mas alguns modelos no início da produção saíram com esse nome, mais tarde mudando para Candango. Em 1960 saia a versão 4X2 dianteira.Após a Segunda Guerra, a Alemanha Ocidental desenvolvia um projeto para um novo modelo para substituir os Land Rover reproduzidos sob licença pela Tempo durante o Pós-Guerra. Vencedor da concorrência feita pelo Exército Alemão, o DKW MUNGA (sigla para “Mehrzweck UNiversal Geländewagen mit Allradantrieb”, Veículo de campo universal multipropósito com tração nas quatro rodas em alemão) se mostrou eficaz e foi escolhido e a produção foi iniciada em 1956 na Alemanha e no Brasil,dois anos depois, através da DKW-VEMAG com o nome de Candango, em homenagem aos trabalhadores que construíram a cidade de Brasília, mas durou até 1962, enquanto a versão alemã durou até 1968. Seu nome no Brasil seria Jipe, mas a Willys-Overland do Brasil já havia registrado o nome, mesmo com grafia diferente do Jeep, mas alguns modelos no início da produção saíram com esse nome, mais tarde mudando para Candango. Em 1960 saia a versão 4X2 dianteira.

 

FIAT Campagnola

Hoje, falaremos sobre o FIAT Campagnola, foi fabricado entre 1951-1973, com inspiração no Jeep Willys e, sua versão revisada, o Nuova Campagnola, baseado no Land Rover inglês, entre 1974-1987.
Era rival do Alfa Romeo Matta no mercado italiano, mas rapidamente o superou, por ser mais barato e pelo fato do Matta ter ficado pouco tempo em produção. Assim como muitos outros Jipes, foi utilizado como veículo militar (com a designação ARXX, de Autoveicolo da Ricognizione mais o ano de entrada em serviço) e em algumas competições.
Em 1951, um Campagnola de série, concluiu a travessia de Argel até Cidade do Cabo em 11 dias, 4 horas e 54 minutos, um recorde ainda em vigor.

 

UAZ 469/Hunter

O UAZ 469, similar soviético para o Jeep, tanto em durabilidade quanto em sucesso com os jipeiros, tanto os do Leste quanto os do Oeste Europeu, onde assim como o Lada Niva, fez bastante sucesso. Lançado em 1973, era um substituto do GAZ 69 utilizado desde a década de 1950 pelo Exército Vermelho, e continua sendo produzido sendo renomeado Hunter, e tendo uma legião de fãs semelhante ao Jeep e ao Land Rover Defender.

 

Lada 2121/Niva

Famoso por ser um modelo barato e robusto, servindo de acesso para o mundo 4×4 para muitos. Participou de muitas provas de Off-Road tendo inclusive um segundo lugar no Rally Dakar de 1983. fabricado de 1976 até hoje, passou por praticamente duas alterações significantes, uma onde sua parte traseira foi redesenhada ganhando novas lanternas e ganhando um motor 1.7 com injeção em 1998 e em 2003 ganhando um novo desenho sendo fabricado pela GM-AvtoVAZ (uma joint-venture da General Motors com a Lada) dedicado para o mercado externo sendo vendido como Chevrolet Niva.

 

Citroën 2CV Sahara

O Citroën 2CV Sahara, fora desenvolvido para ser usado nas colônias francesas na África, e sua tração vinha de um sistema curioso, ele possui dois motores (o dianteiro, original, e mais um outro instalado na traseira) que compartilhavam a mesma caixa de marchas, embreagem e acelerador. Foi fabricado entre 1958 até 1971 pela Citroën, embora houvessem algumas versões independentes, algumas usando o chassi do Méhari 4×4 com a carroceria do 2CV. Das quase 700 unidades produzidas, somente menos de 30 existem. Sem dúvida um carro raro.

 

Gurgel Carajás

O Gurgel Carajás foi um modelo 4×2 que encarava trilhas como um 4×4 graças ao sistema Seletraction, que transferia a a força da roda atolada para a outra roda. Outra inovação foi o deslocamento da caixa de marchas para a traseira do carro, enquanto o motor ficava na frente, dando uma distribuição de peso de (50-50), e utilizando o sistema TTS (Tork Tube System) para transmissão da força do motor à caixa de marchas, o sistema era basicamente um eixo cardã envolto em um tubo de proteção. Foi fabricado entre 1984 até 1991, onde a abertura das importações fizeram com que muitos projetos nacionais sucumbissem diante de modelos importados de até a mesma faixa de preço.

 

Gurgel X12/Tocantins

O Gurgel X12, veio como uma evolução do X10 (mais tarde rebatizado de Xavante), e era assim como ele, um modelo de fibra de vidro com base mecânica do VW Sedan com diferencial do VW 1300. Tinha desempenho semelhante aos modelos 4×4 disponíveis no Brasil na época (Jeep, Toyota Bandeirante, Rural), e por ter carroceria de fibra, era figura fácil na região litorânea, já que era mais resistente à corrosão e se portava também tal qual um Buggy. Foi fabricado entre 1973 até 1991 (1973-1987 como X12, e 1988-1991 com Tocantins), foi um dos modelos de mais prestígio da marca brasileira, sendo exportado para vários países, e principalmente para o Caribe, e com isso acabou encerrando a vida do VW 181, que era fabricado na filial do México da Volkswagen, fornecedora de motores e mecânica da Gurgel. Isso, acabou dificultando as coisas para a fabricante brasileira. Após a abertura das importações, as linhas Off-Road da marca foram retiradas de produção, pois não conseguiam concorrer contra os modelos importados e mais baratos (no caso do Lada Niva).

 

Willys-Overland CJ

O carro que começou tudo, o Jeep, assim como a Xerox, a Gillette e etc, se enquadra no fenômeno onde a marca é sinônimo do produto. Os CJ vieram no início da segunda guerra, como um projeto de um carro de reconhecimento com capacidade de carga de 250Kg, na concorreência do projeto, três modelos, o Bantan BRC, o Ford GPW, e o Willys MB. O Bantam foi o primeiro eliminado, e os outros dois deram origem ao modelo, já que eram muito similares. A origem do nome Jeep é controversa, alguns dizem que é derivada de GP (General Purpose), que em inglês soava como Jeep, e outros dizem que foi batizado por se parecer com Eugene, The Jeep, personagem do Popeye. Os modelos militares vieram em 1940 e foram usados até 1964, os civis (série CJ, Civilian Jeep) vieram em 1944, e foram fabricados até 1987.Fabricados pela Willys (que criou a marca Jeep), depois pela Kaiser (que havia comprado a Willys), e a AMC, que comprou a Kaiser, e a Chrysler comprou a AMC. A linha CJ foi substituída pelo Jeep Wrangler.

 

Nissan Patrol

O Nissan Patrol foi um dos vários modelos que vieram na rasteira do Willys CJ, fabricado pela Nissan desde 1951, o Patrol é um dos mais clássicos modelos Fora-de-estrada japoneses. O Patrol foi bastante aceito em países da Oceania, alguns países europeus, América Central, América do Sul, e Ásia. É concorrente direto e de longa data do Toyota Land Cruiser. Seu uso militar é comum até hoje, servindo na ONU. Até 1994 a Ford rebatizava a versão Y60(série GQ) como Maverick na Austrália, e entre 1980 até 2007, as versões 160, Y60 e Y61 eram nomeadas Nissan Safari no Japão.

 

Hummer H1

O Hummer H1 foi a versão civil do modelo militar HMMWV, mais conhecido como Humvee, fabricado inicialmente pela AM General, uma fornecedora de veículos militares para o exército norte-americano, seus direitos de produção (do modelo civil) foram repassados para a General Motors, que transformou em uma marca própria em 1999. O H1 foi fabricado entre 1992 até 2006, sendo susbtituído pelo modelo H2 em 2003, com um desenho mais apropriado para um SUV urbano. Vinha com motores GM Diesel de 5.7cc até 6.5cc e câmbio automático de 3, 4 e 5 marchas. O H1 era basicamente o HMMWV com um acabamento e pintura de um carro civil. Devido ao aumento do preço dos combustíveis nos EUA e o desenvolvimento de carros menos poluentes, somado à baixas vendas, podem acabar com a marca.

 

Volkswagen Typ 181

Baseado no antigo Typ 82 “Kübelwagen”, o Typ 181, foi renomeado como Kurierwagen, Trekker, Thing e Safari. Mecanicamente era a mesma coisa…um carro fora-de-estrada com mecânica do VW Sedan. Logo se tornou um modelo “cult”, e enquanto o projeto Europa Jeep era desenvolvido, ele foi escolhido para ser uma opção temporária até o carro ficar pronto. Foi fabricado entre 1968 até 1980(versão civil) e até 1983(versão militar), sendo susbtituido pelo VW Iltis (tanto no mercado, quanto na OTAN).

 

Renault R4 Sinpar

O simpático modelo R4 teve a honra de ser um dos primeiros carros a correr no Rally Oasis (mais conhecido como Paris-Dakar) no começo da competição, em 1979. Basicamente era um Renault R4 com um sistema de tração 4×4 feito pela Sinpar e alguma preparação para aguentar uma competição dura como o Rally Dakar. Foi fabricado como uma versão do Renault R4 entre 1962 e 1991, sendo utilizado no serviço público francês (Correios, Forças Armadas, Polícia, etc.) com bastante sucesso.
Nas competições teve relativo sucesso como um segundo lugar nos automóveis (5º no geral) no Dakar de 1979 e um segundo lugar geral nos automóveis em 1980. Além de ser usado em outras competições, como a Copa Renault Cross Elf.

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