BPR Global GT Series

Após o fim do Mundial de Sport-Protótipos, dois franceses e um alemão (Patrick Peter e Stéphane Ratel, e Jürgen Barth, respectivamente) formaram um campeonato para carros GT internacional. E, em 1994 começara o BPR Global GT Series (BPR = Barth, Peter, Ratel) com 8 provas de longa duração em vários países, como França (Paul Ricard, Montlhéry, Dijon), Espanha (Jarama), Itália (Vallelunga), Bélgica (Spa), China (Zhuhai) e Japão (Suzuka).

 

Inicialmente eram usados carros de produção adaptados para pista, esse foi o ponto chave pro sucesso inicial da série, era mais fácil comprar um superesportivo de série e transformá-lo em carro de corrida hi-end do que fazer um carro top do zero e homologá-lo. O leque inicial era: Ferrari F40, Porsche 911, McLaren F1, Venturi Atlantique, Lotus Esprit, Callaway Corvette, etc. Divididos entre GT1-GT4. Outro detalhe interessante, no regulamento cada equipe tinha que ter no mínimo, dois pilotos por carro. E precisavam cumprir uma determinada distância para pontuar.

Em 1995, tudo era promissor, calendário de 12 etapas (Jerez, Paul Ricard, Monza, Jarama, Nürburgring, Donington Park, Montlhéry, Anderstorp, Suzuka, Silverstone, Nogaro, Zhuhai), e novos carros (McLaren F1 GTR, De Tomaso Pantera, Porsche 911 GT2, Jaguar XJ220, Ferrari F40 GTE, Ferrari 348 LM. A série era promissora, com muitas montadoras interessadas em participar, mas a visibilidade mundial assim como a política da FIA na época acabaram por começar a atrapalhar as coisas. No primeiro campeonato válido (em 1994 não houve campeões) da série, o título foi pra DPR (David Price Racing), uma das equipes satélites da McLaren, com a dupla Thomas Bscher e John Nielsen.



No ano seguinte, como em toda categoria, rolou uma mudança nas classes dos carros, passaram a ser somente GT1 e GT2, com mais gente chegando: os Viper GTS-R, Marcos LM600, TVR Cerbera, Morgan Plus 8 GTR, entre outros. E, agora os carros tinham que ser só homologados, e podiam usar peças feitas somente para competição e materiais exóticos na construção dos carros. Com calendário de 11 etapas mais duas extra-campeonato (Paul Ricard, Monza, Jarama, Silverstone, Nürburgring, Anderstorp, Suzuka, Brands Hatch, Spa, Nogaro, Zhuhai, Curitiba e Brasília) tinha tudo para se firmar como o maior campeonato GT da época, mas a FIA de olho no sucesso do BPR (assim como o DTM, na mesma época) resolveu convencer os organizadores a tomar o controle da série. E no ano seguinte, o campeonato dava lugar ao FIA GT Championship. Patrick Peter criou o FFSA GT Championship, mantendo o formato de quatro classes, que atualmente foi substituído pela classe FIA GT3. Stéphane Ratel, criou a SRO e novamente junto com Peter criaram o GTR Euroseries em 1998, buscando os privados egressos do FIA GT, que devido ao elevado custo saíam do campeonato (lembrem do ITC, foi mais ou menos a mesma coisa) e misturando elementos do extinto BPR, como corridas de 4 horas, e carros de corridas baseados nos de série. Mas a série só durou 1 ano.







 

Imagens: internet, endurance-info

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