Équipe Ligier

A Liger foi fundada pelo ex-piloto francês Guy Ligier em 1969, e após a morte de seu amigo pessoal Jo Schlesser, seus carros passaram a receber a designação JSxx, onde JS era em homenagem a Jo Schlesser e o xx o modelo numérico do carro.


Logo a Ligier demonstrou o potencial dos seus carros em competições. O JS1 deu origem a dois modelos, o JS2 em que o motor Ford Cosworth era substituído pelo Maserati V6 que era compartilhado com o Citroen SM e Maserati Merak. E o JS3, um protótipo aberto, ambos usados em corridas de longa duração entre 1970 e 1975, e no caso dos JS1 e JS2 em alguns ralis.


Participando de ralis entre 1972 e 1974, com bons resultados no Tour de France Auto e Rallye de Bayonne. No ano seguinte, já com o famoso patrocínio dos cigarros Gitanes e adotando a cor azul nos carros, o JS2 seguiu no mundial de protótipos, dessa vez motorizado pelo Ford Cosworth DFV, já que o motor italiano tinha problemas crônicos de lubrificação. Pela breve passagem no Endurance, a Ligier fecha Le Mans em segundo lugar geral. No ano seguinte, Guy Ligier entra na Fórmula 1 com Jacques Laffite e o mítico JS5, com sua tomada de ar que parecia um bule de chá, motorizado com o lendário MATRA V12. Logo no ano de estréia conquistou os primeiros pódios para a equipe francesa, dois terceiros lugares (Bélgica e Itália) e fechou o ano com um excelente quinto lugar no campeonato de construtores.






Em 1977, a equipe aumenta com a chegada de Jean-Pierre Jarrier num segundo chassi, o JS7. Laffite dá a primeira vitória da marca, na Suécia e mais um segundo lugar na Holanda. No ano seguinte, a equipe volta a ter um carro só, de Jacques Laffite. Mas o JS7 estava defasado e começaram a trabalhar no sucessor, o JS9…enquanto isso, usavam uma mula, carro híbrido, o JS7/9, conseguindo três 5°s lugares até a chegada do carro novo, e com isso o retorno ao pódio. 1979 marca uma evolução no rendimento dos azuis e a troca do MATRA pelos Ford-Cosworth. Laffite abre o ano com duas vitórias, e uma dobradinha no Brasil (Laffite e Depailler no segundo carro). Depailler é substituído por Ickx na metade do campeonato após sofrer uma cidente de asa-delta, e Ickx marca somente 3 pontos. Com oito pódios no total e três vitórias (Laffite na Argentina e Brasil; Depailler na Espanha) a Ligier fecha o ano na terceira posição no campeonato, atrás da Ferrari e Williams. Em 1980 a Ligier começa a sua melhor temporada, com Didier Pironi e Jacques Laffite e uma versão atualizada do JS11, o JS11/15. Graças a regularidade de seus pilotos e a resistêcia dos carros, a Ligier fecha o ano como vice-campeã de construtores com duas vitórias (Pironi na Bélgica e Laffite na Alemanha) e nove pódios. Além de ser homenageada na série Transformers, com o Autobot Mirage.



1981 foi um ano competitivo, Laffite embora tenha tido três companheiros (Jean-Pierre Jarrier, Jean-Pierre Jabouille, Patrick Tambay), segue na disputa do título de pilotos até o final da temporada, e a equipe fecha em quarto lugar com o JS17 motorizado pela MATRA conquistando 7 pódios e duas vitórias (Áustria e Canadá). Todas conquistadas por Laffite. No ano seguinte, Laffite tem um novo companheiro, o americano Eddie Cheever, que marca três pódios, enquanto Laffite só marca um. No mais, a temporada foi de muitos abandonos. Em 1983, sem Laffite, a Ligier corre com Raul Boesel e Jean-Pierre Jarrier. Mas o JS21 Ford fica aquém do esperado e pela primeira vez a Ligier não consegue terminar na zona de potuação. No ano seguinte, com François Hesnault e Andrea de Cesaris, e o JS23 utilizando motores Renault Turbo continua com resultados modestos, fechando a temporada com apenas três pontos, nesse mesmo ano cruzam o Atlântico para tentarem a sorte na América, em parceria com a CURB e o piloto Kevin Cogan, mas o carro era basicamente um F1 adaptado para CART, e além de mais lento que os outros, era bastante instável e pouco durável. No ano de 1985, a Ligier começa com uma parceria com a Cagiva no Dakar, terminando a prova em oitavo geral nas motos com Hubert Auriol. Na F1, as coisas foram turbulentas, após um acidente espetacular na Áustria, Guy Ligier demite de Cesaris, lembrando que o piloto italiano foi demitido da McLaren por ter destruído cerca de 22 chassis em sua breve passagem pela equipe. O italiano foi substituído por Phillipe Streiff, que junto com Laffitte marcam 4 pódios e levam a Ligier ao sexto no mundial de construtores.







O ano de 1986, marcou a despedida de Laffite da F1, após um grave acidente na Inglaterra, é substituído por Phillipe Alliot, mas os resultados foram tímidos…dois pódios de Laffite e um quinto lugar no campeonato. Os dois anos seguintes foram complicados por causa de motor, Começaram um contrato com a Alfa Romeo para um motor turbo, mas Arnoux era contra o motor italiano que era ruim (na verdade era um modelo antigo revisado) e acabaram obtendo motores Megatron (que na verdade eram os antigos BMW turbo rebatizados), e os resultados foram pífios em 1987, chegando inclusive a perder a corrida de abertura no Brasil por não terem um motor! No ano seguinte, sem turbos, se viraram com um fraco Judd, e pela segunda vez não marcaram pontos no campeonato. Sem motores turbo para 1989, a Ligier continua na maré de azar, marcando somente 3 pontos, graças a um quinto lugar de Arnoux e um sexto de Olivier Grouillard… De 1990 até 1992, o marasmo continua, mantendo os motores Ford em 1990, Nicola Larini e Phillipe Alliot não marcam pontos, em 1991, apostam no V12 Lamborghini e com uma nova dupla, Thierry Boutsen e Érik Comas, chegam próximo da zona de pontação, no ano seguinte, com os poderosos Renault V10, a dupla consegue melhores resultados, com 6 pontos no campeonato.








1993 a coisa mudou, pela primeira e única vez na história da equipe, um line-up estrangeiro, dois pilotos ingleses nos carros da equipe, Martin Brundle e Mark Blundell, foram os responsáveis no retorno da Ligier aos pódios das corridas de F1, com três terceiros lugares (Brundle em San Marino e Blundell na África do Sul e Alemanha) e os azuis terminam o ano em quinto no mundial. Pra 1994, a equipe volta a contar com pilotos franceses, Éric Bernard e Olivier Panis, mas no decorrer do ano contou com Johnny Herbert e Franck Lagorce. Panis e Bernard marcaram o primeiro pódio das suas carreiras no GP da Alemanha, onde acabaram em segundo e terceiro respectivamente. Durante a década de 1990, a Ligier passou a ser comandada por Flavio Briatore, que numa jogada astuta roubou os motores Mugen-Honda dos italianos da Minardi para 1995, nesse mesmo ano Martin Brlundle retorna pra equipe e junto com Panis marcam dois pódios (Brundle é terceiro na Bélgica e Panis é segundo na Austrália) e a Ligier fica em quinto. Embora com o cerco à propaganda de cigarros e álcool se intensificar, e com isso o dinheiro da SEITA, dona da marca Gitanes e Gauloises, começa a diminuir. Mas o último ano da equipe foi honroso. o JS43 era um carro bastante equilibrado, e o Mugen-Honda um motor confiável e potente. Olivier Panis vence o Grande Prêmio de Mônaco repetindo o feito de René Dreyfus em 1930, uma vitória francesa, de um piloto francês e uma equipe francesa. No final do ano a equipe é novamente vendida à Alain Prost, que a renomeia Prost Grand Prix.






imagens: flickr, wikipedia, dakardantan, f1nostalgia, continental-circus, f1ad.narod.ru, autoblog.nl, F1rejects, metrona.sk, gpinsider.wordpress.com, tfumux.wikia.com

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