Scuderia Serenissima

O início da década de 1960 marcou a criação de uma equipe privada montada por um jovem nobre italiano entusiasta do automobilismo, o Conde Giovanni Volpi, então com 24 anos e uma fortuna herdada de seu pai, um grande figurão de Veneza, o Conde Giuseppe Volpi. Giovanni então montou sua própria equipe de competições em 1960, a Scuderia Serenissima Repubblica di Venezia. Participando de corridas de esporte-protótipos e Fórmula 1.

Desde o início, Volpi tinha uma excelente relação com Enzo Ferrari, a quem sempre tratava como cliente VIP, dando preferência nas vendas de carros. Embora tivesse à sua disposição Ferraris de corrida, Volpi sempre manteve uma lista heterodoxa de carros na equipe, como carros Cooper-Maserati, De Tomaso-Alfa Romeo, De Tomaso-OSCA, Porsches, Lotus-Climax na Fórmula 1 entre 1961 e 1962.

No endurance, a coisa foi um pouco além. A equipe era a principal cliente da Ferrari, ficando somente atrás da NART de Chinetti, que gozava de status de semi-oficial. Nessas corridas de longa duração, utilizavam as 250 TR e 250 GT SWB (short wheelbase)e outros carros como Maserati Tipo 63 e OSCA MT4.



Em 1962, a coisa mudou de figura, após desentendimentos sérios que resultou no grande êxodo da Ferrari, onde basicamente todo o pessoal de competição e pessoas-chave como Chiti, Bizzarrini, Tavoni, etc. Os exilados resolveram fundar a ATS (Automobili Turismo e Sport) e o Conde Volpi seguiu com eles, despertando a ira de Enzo, que se recusou a vender as novas 250 GTO para o Conde. Volpi não se intimidou, e contratou o pessoal da ATS para atualizar as 250 GT em GTO, resultando na lendária Breadvan, aí sim o Commendatore ficou revoltado, o carro não só era mais rápido como tinha aerodinâmica melhorada em relação à GTO. Com isso, Enzo ordenou que a Serenissima deveria remover qualquer marca Ferrari do carro.

A partir de então, a ATS foi absorvida pela Serenissima, entrando no mercado de automóveis, enquanto a Serenissima servia como divisão de competições da ATS. Mas em 1963, após as mortes de Henri Oreiller e Ricardo Rodriguez, dois pilotos e amigos de Volpi. A equipe encerra suas atividades focando somente na produção de carros de rua. Nisso a ATS, também desbanda…com Giotto Bizzarrini fundando sua própria marca de automóveis e Carlo Chiti indo para a Alfa Romeo.




Volpi então busca Alberto Massimino, criador de duas máquinas lendárias, a Alfa 159 Alfetta e a Maserati 250F e começa a produção de automóveis de passeio. Veio o Jungla GT, e uma tímida volta às corridas, mas em 1966 Bruce McLaren encomenda alguns V8 para sua equipe, como o motor não fora pensado para durar em condição de corrida, logo a parceria com a McLaren acabou. Em 1970 a Serenissima fecha as portas, da sua aventura no automobilismo, o Conde Volpi guarda somente as lembranças, que segundo ele, são mais valiosas que qualquer pedaço de metal sobre rodas.

fonte: Forix, Wikipedia

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