Scooters

As scooters se tornaram populares no pós-Guerra, com a reconstrução da Europa, muitos fabricantes viam nessas pequenas motos uma forma de reestabelecer seus negócios e massificar o transporte viário. Custando pouco e com motores pequenos de até 250 cc., logo ganharam popularidade e se tornaram um dos símbolos da década dessa época, junto com o rock, o início da exploração espacial, etc…

Zündapp Bella
A Zündapp, um dos maiores fabricantes de motocicletas alemão, após a guerra teve que se adaptar aos novos tempos, e ao invés de produzir motos grandes com sidecars para a Wehrmacht, passou a produzir scooters, embora a Bella fosse um pouco pesada e maior que as italianas.


Piaggio Vespa
A scooter primordial para o sucesso da classe. Embora não fosse a primeira, as primeiras motonetas do tipo datam de 1915, foi graças à ela (junto com o FIAT 500) que a Itália (e a Europa) se motorizou após o final da Segunda Guerra Mundial. Além de ser o símbolo da classe de motos.

Fuji Rabbit
Com o Japão devastado pela guerra e sob controle aliado, a Nakajima Aircraft Corporation, um dos maiores fabricantes de aviões do Japão, fechou as portas. E em seu lugar surgiu a Fuji Heavy Industries, que compreendia um conglomerado voltado ao transporte, e através da Fuji Sangyo criou a scooter Fuji Rabbit. A primeira scooter da época com partida elétrica, transmissão automática e suspensão pneumática.

Vyatka V150-M
A Vyatka foi uma versão soviética da Vespa, mas após a Piaggio reclamar por plágio, surgiu a V150-M, com um desenho mais soviético, e construção semelhante à da Lambretta com motor em posição mais central e suspensão reforçada.

Heinkel Tourist
Outro fabricante aeronáutico que converteu sua linha de produção para algo menor, a Heinkel criou a Tourist, uma scooter do mesmo porte que a Bella. Maior, mais pesada, mais estável e mais confortável que as rivais. A Tourist contava ainda com motor 4T, algo raro entre as scooters.

NSU Prima
A NSU fabricava Lambrettas sob licença entre 1950 e 1955, com o know how adquirido e o fim da licença de produção, resolveram lançar sua própria scooter. A NSU Prima era baseada na Lambretta, e se aproveitando da reputação da marca vendeu bastante tanto na Alemanha quando no exterior

Innocenti Lambretta
Ferdinando Innocenti era dono de uma fábrica de tubos que foi destruída durante a Guerra. Ao inspecionar as ruínas da fábrica, teve uma visão. Veículos pequenos de baixo custo! E como haviam muitas scooters americanas utilizadas pelos americanos. Decidiu que esse seria o caminho, e um ano após a Piaggio lançar a Vespa, dividiria com ela o posto de símbolo de toda uma época. A popularidade da Lambretta é tão grande, que no Brasil, a palavra é sinônimo de scooter.

Harley-Davidson Topper
Durante pouco tempo, a Harley-Davidson fez scooters. A Topper contrastava com as outras motos da marca pelo tamanho e porte. Vinha com um pequeno motor 2T de 165cc e transmissão CVT e partida por recoil semelhante a dos cortadores de grama.

Glas Goggo
Andreas Glas estava na Itália quando viu uma Vespa pela primeira vez, logo que retornou à Alemanha, decidiu fabricar algo do tipo. Depois a marca começou a fabricar carros, até ser absorvida pela BMW na década de 1960.

VEB Industriewerke Ludwigsfelde TR 150
Com o tempo, e colaboração da imprensa especializada local, a IWL melhorou seus produtos, e a TR 150 Troll 1 foi a última scooter produzida pela fábrica, que por decisão do partido iria fabricar caminhões. A Troll 1 (TourenRoller Ludwigsfelde 1) se aproximava visualmente um pouco dos modelos de porte maior do lado ocidental, como a Heinkel Tourist e Dürkopp Diana. Mas sua estabilidade sofria com ventos laterais.

VEB Industriewerke Ludwigsfelde Pitty
Com o fim da Guerra e a Alemanha dividida, a parte sob domínio da URSS foi se reestruturando. E uma antiga fábrica de motores aeronáuticos da Daimler-Benz que estava no setor soviético, foi convertida para produção de veículos. Enquanto outras fábricas eram utilizadas para produção de carros, caminhões, motos, veículos pesados, etc…a Fábrica de Ludwigsfelde foi incumbida da produção de scooters. E a Pitty foi a primeira scooter da Alemanha Oriental, embora muito criticada por performance deficiente, instabilidade, assento desconfortável e ausência de trava de direção.

Iso Isoscooter
A Iso Rivolta era uma fábrica de refrigeradores italiana, e no pós guerra começou a se virar para o transporte. Após o fracasso do modelo anterior, Furetto, a Isoscooter foi um sucesso.

Triumph Tina
Enquanto a maioria das marcas foram salvas por suas scooters, a Triumph Tina foi um fracasso de mercado. Embora atendesse aos desejos de um veículo barato, simples e de fácil dirigibilidade. A Tina foi acusada de macular a imagem viril das motos Triumph. Mesmo tendo Cliff Richard como garoto propaganda, a scooter inglesa não emplacou.

DKW Hobby
Outra fabricante de motos que entrou no mercado das scooters foi a DKW, com a pequena Hobby. O modelo se diferenciava pelas rodas 16″, transmissão CVT e era a favorita das mulheres na época.

Maico Maicoletta
A Maicoletta era o topo da cadeia alimentar das scooters. A maior, mais pesada, mais poderosa e mais cara! Era desejada por suas características como robustez, conforto para viagens longas, desempenho e alta qualidade

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