Cunha

O formato em cunha apareceu no final dos anos 60/início dos anos 70 como um estilo radical e futurista…durou até a década de 1990! Moldou toda uma geração de carros dos sonhos de muita gente, seja em filmes, séries, posters, ou revistas.

Lotus Esprit

A primeira geração do Esprit ficou famosa como Wet Nellie, o carro submarino do 007 em O Espião que me amava, após a cena de perseguição onde o carro era perseguido por moto, carro e um helicóptero. Retornou como Bond car em sua geração posterior, na versão Essex Esprit Turbo. Logo, se tornou um dos queridinhos do cinema, alavancando a imagem da Lotus entre as décadas de 1980 e início de 1990. Instinto Selvagem, Espião Por Engano, Uma Linda Mulher, Milionário num Instante, Rookie – Um Profissional de Perigo e a série The Highwayman, o Esprit estava em todas.


Hoffstetter

Com a proposta de ser o supercarro brasileiro dos anos 80, o Hofstetter contava com motor VW AP turbo e carroceria e chassi próprios, sendo o carro mais rápido fabricado no Brasil e o mais potente na época. De produção limitada, menos de 20 unidades fabricadas entre 1986 e 1993.

Lamborghini Countach

Um dos mais longevos superesportivos fabricados, produzido entre 1974 e 1990, o Lamborghini Countach é um dos ícones da década de 1980, junto com a música new wave e heavy metal e filmes de ação. O Coupé com motor V12 central-traseiro não inventou o estilo, mas influenciou a maioria dos carros esportivos do período, com linhas angulosas e perfil de cunha.

FIAT X1/9

Outro carro conceito que introduziu o formato de cunha, foi o Autobianchi Runabout, que ganhou vida como FIAT X1/9, sendo parte de uma série de carros em cunha mais acessíveis que Ferraris, Lamborghinis, etc. Foi criado como sucessor do FIAT 850 Spider, produzido de 1972 até 1989, sendo que de 1972 até 1982, foi produzido pela FIAT, de 1983 pra frente, vendido como Bertone X1/9.

Toyota MR-2 W10

Desenvolvido com ajuda da Lotus, o Toyota MR-2 de primeira geração foi um sucesso. Mais rápido que o Pontiac Fierro e o Fiat X1/9, o esportivo trazia o 4A-GE 16v do Corolla Sprinter Trueno, futuramente tendo a opção pelo 4A-GZE supercharged, saltando a potência de iniciais 112 HP para 145 HP. Serviu de base para o 222D, projeto que seria o carro da Toyota para o Grupo S de rally.

DeLorean DMC-12

O DMC-12 ficou famoso por um filme e sua história daria outro. O ex-projetista da Pontiac e Chevrolet, John DeLorean, criou sua própria marca e esboçou um pequeno coupé com carroceria desenhada por Giugiaro e motorizado pelo famoso PRV V6. O protótipo foi apresentado em 1976 e a produção em Belfast iniciou em 1981. Mas devido à acusações de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, no ano seguinte a DeLorean Motor Company foi à falência e o DMC-12 com quase 9.000 unidades produzidas logo caíram no esquecimento, até uma certa trilogia sci-fi lançada em 1985…

Triumph TR7

O TR7 teve vida curta comparado com outros carros, mas intensa em competições e na mídia. Sendo estrela de campanhas publicitárias (Coca-Cola e Levi’s tinham versões customizadas) e seriados (The New Avengers e Dallas) como no automobilismo, onde fez relativo sucesso nos ralis de asfalto e nas pistas com a equipe Group 44 nos campeonatos da TransAm e IMSA. Inicialmente disponível com um motor quatro cilindros de dois litros e 105 HP, logo deu origem ao TR8, que era o TR7 com motor V8 3.5 do Rover SD1 e 148 HP. Mas devido a problemas administrativos enfrentados no período refletiram na qualidade e acabou gerando uma imagem negativa do carro na mídia, como quando o carro testado pela Auto Motor und Sport apresentou problemas de superaquecimento sem causa aparente.

TVR Tasmin

O Tasmin foi o primeiro TVR a usar o formato de cunha, o primeiro a oferecer transmissão automática e o primeiro carro no mundo a ter o para-brisa colado na moldura. Mecanicamente era uma colagem de tudo o que a Ford tinha de bom: Suspensão e direção do Cortina; Transmissão do Cortina, Sierra e Granada; Motores V6 Cologne de 2.800 cc ou o quatro cilindros de dois litros OHC faziam parte do pacote também.

BMW M1

Desenhado por Guigiaro, o M1 é fruto de uma parceria mal-sucedida entre BMW e Lamborghini, no final da década de 1970. A ideia era ter um modelo de corrida produzido em massa, mas a Lamborghini acabou saindo do projeto e a BMW produziu o carro entre 1978 e 1981. Homologado como FISA Gr.4, disputou algumas provas de resistência, mas seu ápice foi no ProCar Championship, um curto campeonato que servia de preliminar da F1 entre 1979 e 1980.

Ferrari 512BB

Evolução do 365 GT4 BB, o 512BB trouxe uma série de novidades, a começar pelo nome, mudando o padrão de batismo de acordo com o deslocamento de cada cilindro, para um novo combinando o tamanho do motor e o número de cilindros. Com o motor V12 de cilindrada aumentada para 5 litros, vieram alterações como cárter seco para evitar problemas de lubrificação em curvas fechadas, pneus traseiros mais largos, dutos NACA para refrigeração do escapamento e posteriormente, injeção eletrônica Bosch K-Jetronic.

Lancia Stratos

Um dos projetos mais revolucionários da Lancia, o Stratos começou como um exercício de estilo da Bertone e logo lançado como um GT, que acabou ganhando V6 Dino, a ira de Enzo Ferrari, três mundiais de rally.

Lancia Montecarlo

Criado como a versão de rua do Lancia 037 do Grupo B, o Montecarlo surgiu como concorrente da Pininfarina ao X1/9 da Bertone como sucessor do FIAT 124 Coupé, sendo preterido pelo último. O projeto então foi repassado para a Lancia e se tornou uma opção premium ao X1/9. Nas pistas, foi campeão de Marcas entre 1979 e 1981, além de ganhar o DRM (Deutsche Rennsport Meisterschaft – Campeonato alemão de carros esporte) em 1980, além de ser campeão do Mundial de Rally em 1983.

Maserati Khamsin

Desenvolvido sob o controle da Citroën, o GT italiano usava e abusava de sistemas hidráulicos: Freios, Embreagem; Regulagem de assentos; Faróis escamoteáveis; Direção hidráulica, etc. Outra característica oriunda da marca francesa que influenciou o Khamsin foi o desenho marcante. Inclusive refletindo na regulamentação do carro para exportação nos EUA, onde as lanternas tiveram que sair do painel de vidro na traseira por questões de segurança, além de ser todo revisto para atender as normas de segurança, os americanos acharam o design avançado demais, mesmo sendo um coupé desenhado pela Bertone nos anos 70…

De Tomaso Pantera

O Pantera juntava o melhor dos dois mundos, a beleza do design italiano com a força dos motores americanos. O coupé fabricado em Modena chegou a ter uma breve ajuda da Ford na construção, aprimorando prensagem de painéis e nas vendas, sendo vendido através da rede de concessionárias da Mercury nos EUA, até a crise do petróleo. Nesse período o carro foi considerado pela Road Test Magazine o Importado do Ano em 1973, superando Ferrari, Maserati, Porsche e Lamborghini. Com a saída da Ford em 1975, a produção voltou a ser praticamente artesanal, e as vendas diminuíram, sendo importado de forma privada até o fim da produção em 1992.

Nissan 300ZX Z31

Substituto do lendário Fairlady 280ZX, o 300ZX vinha com motor V6 3.0 de 153 Hp ou cerca de 200 na versão turbo, buscando resgatar o espírito do Fairlady original. Seguindo a filosofia do seu antecessor, se posicionava em meio de tabela, sendo um esportivo acessível e de bom desempenho. Nas pistas, dominou o IMSA GT, dominando o IMSA GT em 1988 e vencendo as 24 Horas de Daytona de 1994 e chegando em quinto na geral nas 24h de Le Mans.

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