Engenheiros

A Engenharia é uma parte vital do automobilismo, se um carro vai ser dominante ou um fracasso, depende do talento não só dos caras que correm…mas dos caras que o criaram. Temos aqui 15 grandes engenheiros que fizeram história nas competições.

Fabio Taglioni
Nos 45 anos que esteve na Ducati, o maior legado de Taglioni foi o uso de válvulas desmodrômicas nos motores, solução que praticamente virou sinônimo da marca. Além de ter estabelecido a marca nas competições internacionais.

Tony Southgate
Tony Southgate foi um dos ilustres membros do 750 Motor Club, junto com Colin Chapman, eric Broadley e Brian Hart. Teve uma carreira rica no automobilismo, sendo responsável por criações como Ford RS200, Jaguar XJR9 e 12, Lola T70, BRM P160, Nissan R390 GT1, Toyota TS010 e os Audi R8C e R8R.

Colin Chapman
Tendo uma conhecimento de engenharia aeronáutica, Colin Chapman se aproveitava disso para criar estruturas rígidas extremamente leves, algo que se tornou característico de seus carros de rua. Além disso foi inovador, introduzindo várias soluções mecânicas que são utilizadas em corridas como o uso de torres de suspensão, chassi monocoque e uso de materiais compostos.

Bruce McLaren
Bruce McLaren é mais famoso pelos seus feitos em pista do que pelas soluções criativas. No início da McLaren, Bruce testava seus próprios carros. E durante um teste, reparou que a tampa do bocal de abastecimento ficava solta, ao invés de estar fechada. Isso seria motivo de uma bronca bem dada em algum mecânico desatento, mas ao retornar aos boxes, teve um insight. Catou umas ferramentas, fez uns talhos na carroceria e seus tempos melhoraram significativamente. O problema? A tampa ficava solta porque estava numa zona de baixa pressão de ar, com os cortes, a pressão ficou mais forte em cima do que embaixo e o problema foi resolvido!

Claudio Lombardi
Mal saindo da faculdade, Lombardi já entrava no departamento de pesquisas da FIAT, de onde foi movido pra Lancia, onde desenvolvia motores para lendas dos ralis, do 037 até o Delta Integrale incluindo o ECV, todos criados pelo italiano. Seguindo os passos de Fiorio, foi transferido para a Ferrari onde cuidou da equipe na F1 e do programa de GT’s.

Paul Rosche
Desde seu início na BMW, Rosche já demonstrava habilidades para construção de motores. Tanto para os carros de rua, quanto para os de pista. Sua chance apareceu quando substituiu von Falkenhausen no departamento de engenharia, e incentivou a entrada da marca na F1. Rosche conhecia bem o M10 e dele fez aquele que seria o motor mais forte da F1, o BMW M12, um 1.5 turbo com potência máxima de 1300HP! Após a saída da marca da F1, Rosche seguiu no turismo e desenvolveu o motor do McLaren F1. Aos 65 anos e curtindo sua aposentadoria, Rosche participou do projeto de retorno da BMW à F1 em 1999.

Vittorio Jano
O engenheiro ítalo-húngaro, começou a carreira na FIAT, mas sua vida mudou após conhecer Enzo Ferrari. Este, o levou para Alfa Romeo onde criou carros lendários e após a Scuderia Ferrari se tornar uma equipe independente, Jano acompanhou Enzo novamente. A parceria rendeu frutos como o motor Dino, mas em 1965, após descobrir que estava com câncer, Vittorio se matou, pondo fim à sua trajetória de sucesso.

Carlo Chitti
Carlo Chiti esteve envolvido na história da Alfa Romeo e Ferrari de forma um pouco diferente da de Jano. Chiti foi um dos egressos do êxodo que deu origem à ATS em 1962, e anos depois retornou à Alfa Romeo onde desenhou os lendários motores de 12 cilindros utilizados na década de 1970. Em 1984, fundou a Motori Moderni, fabricando motores exclusivos para F1, sem o mesmo sucesso dos tempos de Alfa Romeo.

Carlo Abarth
Ex-piloto de motos, Karl Abarth passou a se dedicar à engenharia mais a fundo depois de um acidente que encerrou sua carreira nas duas rodas. Inspirado pelo amigo Ferdinand Porsche, de quem foi representante na Itália, criou a Cisitalia, que teve vida curta (1946-1949). No mesmo ano do fim da Cisitalia, 1949, fundava a Abarth & Co. Fabricando além de carros de corrida, peças de performance para carros FIAT, especialmente escapes. Em 1971 vende a companhia pro Gruppo FIAT, onde passaria a ser a divisão de competições.

Ron Tauranac
Sócio de Jack Brabham na criação da equipe, Ron vendeu sua parte na equipe para Bernie Ecclestone e seguiu um tempo como consultor de equipes pequenas na F1 dos anos 70. Depois de uma breve aposentadoria, Ron retornou com sua antiga empresa RALT (Ron & Austin Lewis Tauranac), dessa vez fabricando chassis para as categorias de base. No final de 1988, vendeu a empresa para March, e seguiu gerenciando algumas categorias de base. Atualmente é juiz da Fórmula SAE Australasia.

Burkard Bovensiepen
Bovensiepen era filho de um engenheiro que fabricava máquinas de escritório. E após um problema com seu carro, decidiu fabricar kits para sanar os problemas de performance de sua Neue Klasse. A fama dos kits Alpina chegou aos ouvidos da BMW, que não só aprovou como dava garantia. Formou-se então uma das maiores parcerias alemãs (junto com a Mercedes-Benz e AMG) entre fabricantes e preparadoras. Na década de 1970, as BMW-Alpina faziam a festa nos campeonatos que disputava, principalmente o ETCC.

Paulo Goulart
Paulo, junto com o amigo Bino (Christian Heins), que trabalhava na Porsche na época, tinham um sonho de representarem a marca no Brasil. Mas a coisa tomou rumos um tanto diferentes, Bino foi convidado para ser dirigir a equipe da Willys-Overland e Paulo seguiu seu rumo, correndo com carros Volkswagen modificados, até a criação de uma lenda do automobilismo nacional: O Karmann-Ghia/Porsche! Enquanto as equipes oficiais competiam com GTs trazidos de fora, Goulart teve a sacada brilhante de fazer uma modificação plug-and-play, pegar um Karmann-Ghia e colocar o trem de força do Porsche 904. Simples, rápido e muito eficiente.

Rudolf Uhlenhaut
Uhlenhaut começou cedo na Mercedes-Benz, mas logo que assumiu a chefia da engenharia do departamento de corridas, utilizou sua vocação como piloto e viu o que poderia fazer pra sanar as falhas dos carros e combater os Auto Union então dominantes. Como resultado, criou em 1937 o W125, o carro de corridas mais poderoso até o surgimento dos F1 turbo da década de 1980!! Também criou o lendário 300SL. Não contente, criou um coupé de rua baseado no 300SLR, que era o carro de rua mais rápido da década de 1950. Reza a lenda, que ao se atrasar para uma viagem de negócios, Uhlenhaut abordo desse coupé, fez o trajeto entre Stuttgart e Munique em 1h!! (Atualmente, leva-se 2,5h de carro)

Walter Kaaden
O engenheiro alemão pela IFA em 1953 para ser o responsável pelo departamento de competições da MZ, que estava sendo superada pela concorrência. Kaaden então começou a estudar o fluxo de gases no motor, modificando a câmara de expansão e examinando a resonância dos escapes para deixar o fluxo mais harmonioso e eficiente possível, resultando numa evolução significativa dos motores 2T da MotoGP.

Hirotoshi Honda
Filho do fundador da Honda, Hirotoshi começou a construir carros de corrida na garagem de casa. Mas só quando a Honda lançou o Civic em 1972 que Hirotoshi criou a Mugen como preparadora de carros Honda. A Mugen não tinha ligação com a Honda, embora tenha pego carona no progresso da marca japonesa, e seu fundador ser herdeiro dela. O trabalho de Hirotoshi fez da Mugen uma das maiores preparadoras do Japão, além de ter sido fornecedora de motores para várias categorias internacionais

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