Grupo C

Houve uma época em que a F1 quase foi obliterada, por carros que além de mais rápidos e velozes (e mais pesados) faziam corridas mais emocionantes e logo foram banidos, além de terem seus motores equalizados com os da F1. Assim como o lendário Gr.B de ralis, os protótipos do Grupo C foram os maiores outlaws das pistas, chegando a alcançar 400 km/h no final da Mulsanne, e mesmo com quase o dobro do peso conseguia fazer voltas mais rápidas que um F1.

Peugeot 905B Evo
Entre 1991 e 1993, a Peugeot mostrou serviço no Grupo C, sendo vice-campeã em 1991 e campeã no ano seguinte, em 1993 repetiu a vitória em Le Mans com facilidade. No ano seguinte, como já não havia mais o Mundial de Carros Esporte, a Peugeot reaproveitou o motor do 905B na F1 através da McLaren.


Porsche 962
Lançado como sucesso do lendário 956, o 962 teve uma vida longa e vitoriosa como seu antecessor, inclusive sobrevivendo ao fim do Grupo C e através da Dauer Racing, que homologou versões de rua para correr na então criada GT1.

Mazda 787
Em 1991, a Mazda roubou a atenção no Mundial de Carros Esporte, ao vencer as 24 Horas de Le Mans com o 787B, sendo a primeira vitória de uma marca japonesa e a primeira vitória de um motor rotativo na clássica corrida francesa. Embora fosse um protótipo C2, terminou sempre entre os dez primeiros durante o pouco tempo que correu, já que no final do ano os motores Wankel foram banidos.

Toyota TS010
Após uma estréia discreta no final da temporada de 1991, o TS010 começou a temporada seguinte se mostrando um rival em potencial dos poderosos Peugeot 905. Ganhou uma corrida no Mundial de Carros Esporte, os 1000 km de Monza, onde herdou a liderança depois de um acidente com o Peugeot que liderava, e com sua regularidade, terminou como vice-campeão, após a Peugeot ganhar todas as corridas seguintes em 1992. No JSPC, venceu as duas últimas corridas encerrando o domínio da Nissan com o R92CP, que mesmo assim venceu na classe. Foi campeão da JSPC na classe C, que equivalia à C2 no padrão FISA.

Mercedes-Benz C11
A Sauber Mercedes-Benz dominou o campeonato de 1990 do Mundial de Carros Esporte, ganhando 8 de 9 provas. A primeira prova foi a despedida do C9, embora a equipe correu nos treinos com C11. Mas após a segunda corrida, com exceção da terceira, ganha pela Jaguar, todas as corridas do ano foram vencidas pelo C11.

Nissan R90CK
O R90CK foi um dos melhores protótipos japoneses do Grupo C, tricampeão do JSPC (1990-1992) e tendo uma boa performance no Mundial, onde foi terceiro colocado em 1990 atrás da campeã Sauber e da vice Jaguar. Além de ser o recordista de maior velocidade final na Mulsanne após a instalação de chicanes, com meros 366 km/h.

Jaguar XJR-14
Criados por Ross Brawn e usando os mesmos Ford HB V8 fornecidos para a F1 porém com potência reduzida em cerca de 50HP para maior durabilidade. Eram mais rápidos que os Fórmula 1 que usavam os mesmos motores HB, e bastante competitivos perante os Sauber/Mercedes-Benz e Peugeot, sendo campeões do Mundial de Carros Esporte em 1991numa disputa acirrada com a Peugeot.

Lancia LC2
Utilizado oficialmente entre 1983 e 1986 pela Lancia HF, e depois por equipes privadas até 1991, o Lancia LC2 era um forte competidor do Porsche 956, mas embora fosse bem mais potente era mais frágil e beberrão. Sendo três vezes vice campeão do Mundial de Carros Esporte (1983-1985), o carro conseguiu apenas três vitórias: 1000km de Ímola em 1983; 1000km de Kyalami em 1984 e os 1000km de Spa em 1985. Seu motor foi feito usando o famoso V8 turbo que a Ferrari desenvolveu para correr na CART como base.

Ford C100
Em homenagem ao lendário GT40, a Ford batizou o C 100 seguindo a mesma lógica (a classe e a altura, dessa vez em centímetros). Foi um dos primeiros carros do recém-criado Grupo C e mesmo utilizando os Ford Cosworth DFY e DFL da Fórmula 1, não era páreo para os Porsche 956 e a Ford se retirou do Mundial de Marcas no final da temporada de 1982.

Aston Martin AMR1
Após um tempo como fornecedora de motores, a Aston Martin decidiu entrar como equipe própria no Mundial de Endurance de 1989, com o AMR1. Mas o carro se mostrou fraco perante os adversários e Alguns acidentes em testes prejudicaram o andamento do projeto na temporada, fazendo a equipe perder algumas provas. Os problemas pareciam que seriam sanados na versão seguinte para o ano de 1990, mas devido à crises o projeto foi encerrado. Houve uma tentativa de um novo carro para 1991 que seria criado por Tony Southgate, mas não foi pra frente. Foi o último Aston Martin de corridas até o DBR9, e o último protótipo até o igualmente malfadado AMR-One.

Porsche 956
Criado em 1982 com a introdução do Grupo C, o Porsche 956 foi junto com o Ford C100, os pioneiros da categoria, embora tenha tido uma vida maior e mais vitoriosa, se mantendo competitivo até o final da década, mesmo sendo “substituído” pelo 962 em 1984, serviu de base para o desenvolvimento dos motores turbo da Porsche na F1.

Toyota 94C-V
Evolução dos 92C-V atualizados para a nova classe LMP-1, o 94C-V não conseguiu alcançar o sucesso do TS010 em competições. Seu melhor resultado foi o segundo lugar geral nas 24H de Le Mans de 1994 após problemas na transmissão no final da prova. Como homenagem, a SARD manteve o nome de Ratzenberger no segundo carro, após sua morte no GP de San Marino de F1.

Alfa Romeo SE 048
Após a saída da Fórmula 1 e com o fim da ProCar, a Alfa Corse pensou em utilizar seu pioneiro V10 3.5 litros no Grupo C e junto com a Abarth criou o SE 048, mas devido a crise que o Grupo FIAT passava, o carro não chegou a ser utilizado no campeonato de 1988. O Tipo 1035, foi substituído por uma versão Abarth dos V12 usados pela Ferrari na F1 naquela época. Em 1990, foi dada a ordem de cancelamento do projeto

Allard J2X-C
Enquanto a maioria dos carros de Grupo C no começo dos anos 1990 se baseavam no desenho dos Porsche 956 e Lancia LC2 de 10 anos atrás, o Allard J2X-C possuía formas bem diferentes para um protótipo de endurance. Com o nome homenageando os carros que correram em Le Mans na década de 1950, o J2X-C possuía um powertrain de F1: Motor Ford Cosworth DFR V8 com transmissão March. Foi um dos últimos carros homologados para Grupo C e a correr sem apoio de um grande fabricante.

Rondeau M382
O pioneiro dos carros criados especificamente pro Gr.C, o Rondeau M382 foi o primeiro calo no sapato dos Porsche 956 no Mundial de 1982, infelizmente graças à FISA que contabilizou 15 pontos conquistados por um Porsche 935 privado. Foi um golpe tão duro, que até o principal patrocinador saiu da equipe.

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