Gr.A

O Grupo A começou sendo um degrau abaixo dos poderosos Grupo B de rally e como substitutos para os carros de turismo modificados (Grupo 2) na classificação FIA. Mas, com o fim dos Gr.B em 1986, foi promovido ao topo da cadeia alimentar.

Lancia Delta HF Integrale
Em 1986, a Lancia perdeu o título mundial para a Peugeot. A resposta? 6 mundiais consecutivos com o Delta HF (1987-1992). Até hoje considerado um dos melhores carros do WRC do todos os tempos.

Volkswagen Golf GTi Rallye G60
Antes do Polo R, a VW Motorsport teve uma participação tímida nos ralis. O Golf GTI Rallye se diferenciava pelos faróis retangulares da Oettinger. Foi o primeiro campeão do Grupo A no WRC em 1986 com Kenneth Eriksson.

Subaru Impreza RA STi
Após a Toyora ser banida do WRC em 1994, a Subaru aproveitou o vácuo de poder das competidoras japonesas e por três anos consecutivos e com um dream team (Ari Vatanen, Piero Liatti, Colin McRae e Carlos Sainz) se sagrou como a marca a ser batida nos ralis. Embora tenha batalhado com a Mitsubishi de forma ferrenha, conquistou o Mundial de pilotos em 1995 com Colin McRae e o de Construtores entre 1995 e 1997.

Mitsubishi Lancer Evolution

A Mitsubishi trocou o Galant VR4 por um sedan menor no WRC em 1993. Para isso, pegou um Lancer sedan e colocou o trem de força do Galant dentro. Inicialmente oferecido somente para o mercado japonês, o carro acabou sendo vendido para a Europa após a enorme procura de importadores independentes após o sucesso nas competições no final dos anos 1990, graças a rivalidade com o Subaru Impreza WRX.

Ford Escort RS Cosworth

Substituto do Sierra RS Cosworth, o Escort de quinta geração retornou à família RS. Com tração 4×4 permanente, motor turbo de 227 HP, o colocava entre os hot hatches e os esportivos como BMW M3, Audi Quattro e Nissan 300ZX. Embora não tenha conseguido o campeonato de construtores do WRC, foi um dos principais carros do campeonato, até a mudança de regras para os WRCar, quando foi substituído pelo Ford Focus WRC.

Toyota Celica GT-Four ST185

A segunda geração do Celica GT-Four foi o pioneiro do sucesso japonês no WRC. Relegados até então ao segundo plano e vitórias em provas africanas, os carros japoneses ainda não eram vistos como competitivos. A mudança do Corolla TA64 para o coupé Celica fez as coisas mudarem. Primeiro carro com tração nas quatro rodas da marca no WRC, o Celica GT-Four ST165 se mostrou competitivo e páreo perante os europeus, dando o primeiro título de pilotos para Carlos Sainz em 1990. Após a saída oficial da Lancia em 1992, a Toyota conseguiu o bicampeonato consecutivo com o ST185 em 1993 (Juha Kankkunen) e 1994 (Didier Auriol) levando os títulos de pilotos e construtores.

Nissan Pulsar GTI-R N14

O Pulsar seguia a mesma filosofia dos Lancer Evolution, dividindo em duas opções de acordo com o uso. A GTI-RA, para as ruas, e a GTI-RB, para competições. A NME (Nissan Motorsport Europe) teve uma breve participação no WRC com o Pulsar GTI-R entre 1991 e 1992, sem muitos resultados, acabou se voltando para a competição em classes inferiores onde teve melhores resultados em campeonatos nacionais.

Mazda 323 GTX

Outro JDM da lista, o 323 GTX era a versão de homologação do Mazda 323 usado no WRC até o início dos anos 1990. Era o sucessor do RX-7 Gr.B da MRTE (Mazda Rally Team Europe) e evolução do 323 4WD que grantiu as três vitórias da marca japonesa no WRC (Suécia em 1987 com Timo Salonen e Suécia e Nova Zelândia com Ingvar Carlsson em 1989).

Ford Sierra RS500 Cosworth

Com o fim do Grupo B, a Ford investiu no Sierra como o carro vencedor do Gr.A. Sendo bem sucedido nas pistas, onde foi campeão de turismo na Alemanha (DTM – 1988), Austrália (ATCC – 1988 e 1989), Japão(JTCC – 1988 e 1989), Nova Zelândia (1989, 1990 e 1992), Inglaterra (1990), e nos ralis, somente campeão em campeonatos nacionais com Jimmy McRae na Inglaterra em 1987 e 1988 e Carlos Sainz na Espanha nos mesmos anos.

Renault Clio Williams

Batizado em homenagem à equipe parceira da marca na época, o Clio Williams não tinha participação da equipe inglesa no desenvolvimento, feito pela Renault Sport, ao contrário do Laguna Williams do BTCC. Evolução do 16S, fez bastante sucesso nos ralis nas classes intermediárias, além de ter sido usado como Safety Car na Formula 1 em 1996.

Holden VN Commodore SS

O Commodore SS enfrentou problemas de homologação devido à norma de ter 2500 unidades para cada 25.000 unidades de rua produzidas em um ano, após 1991, esse limite foi aumentado para 5.000 unidades produzidas anualmente sem relação com o número de versões de rua. Com isso, a Holden acabou lançando duas gerações do Commodore SS homologada para competições, a VN e VL, trabalhadas pela TWR para o campeonato australiano.

Alfa Romeo 75 Turbo Evoluzione

O último Alfa Romeo lançado antes da aquisição do grupo FIAT, o 75 se mostrou um grande carro de turismo na segunda metade da década de 1980 sendo competitivo até a chegada do BMW M3 E30 e do Ford Sierra RS500. O sedã 1.8 turbo com cerca de 320 HP foi o antecessor da lenda italiana do Superturismo, o Alfa Romeo 155 V6 Ti.

Nissan Skyline GT-R R32 NISMO

Um dos maiores ícones do mercado automotivo japonês, o Skyline GT-R era presença constante nas provas de turismo e GT na Ásia e Oceania. A terceira geração (R32), apelidada de Godzilla, chegou a dominar alguns campeonatos no Japão, como o JTCC (29 vitórias em 29 corridas) e o N1 Super Taikyu (50 corridas e 50 vitórias entre 1991 e 1997). Na famosa prova de Macau, o domínio perante aos carros europeus rendeu reclamações que fizeram com que o Skyline usasse lastro de 140 kg e mesmo assim era competitivo perante os Mercedes-Benz 190E, BMW M3 E30, etc.

BMW M3 E30

Junto com o Sierra RS, foi um dos primeiros carros a serem desenvolvidos para competição sob o regulamento do Grupo A e não apenas carros de produção modificados para competição. O BMW M3 foi bem sucedido em campeonatos de turismo, sendo campeão em vários campeonatos nacionais: Inglaterra (BTCC – 1988 e 1991), Itália (1987, 1989, 1990, 1991), Alemanha (1987 e 1989), Austrália (1987), e Mundial (1987) e Europeu (1987 e 1988).

Volvo 242 Turbo

O tijolo voador foi um dos carros mais improváveis dos anos 70/80. Grande, quadrado e pesado, o Volvo 242 Turbo compensava tendo um motor L4 2.1 turbo de 350 HP que o fazia alcançar 260 km/h em pistas rápidas, mesmo com a aerodinâmica de uma caixa de bombom. A força bruta e a durabilidade fizeram dele um dos principais carros de turismo da época. Ganhando o ETCC em 1985 contra os Rover Vitesse da TWR e o DTM com Per Stureson, além do Campeonato Australiano de Turismo (ATCC) em 1986. Ao final do ano, a Volvo se retirou das competições e só retornou com o 850 nos anos 1990 com os Superturismo.

Deixe uma resposta