Fierros

Fierro é uma expressão argentina para carros de performance mais acentuada.  Temos aqui 15 fierros clássicos hermanos

IKA- Renault Torino 380W

O Torino ganhou destaque após o bom resultado nas 84h de Nürburgring, onde os três carros feitos na Argentina enfrentaram de igual para igual os favoritos europeus (Triumph, BMW, Lancia, etc). O carro preparado por Oreste Berta a pedido de Fangio era baseado no modelo

Chevrolet Chevy II SS

O Chevy II nada mais era que o Chevy Nova de terceira geração, fabricado na Argentina junto com a segunda geração (Chevy 400) entre 1969 e 1978. Era disponível apenas com motores 6 cilindros em linha, 230 (3.8) e 250 (4.1), mesmo do nosso Opala. No caso do SS, vinha com um carburador Holley duplo e caixa ZF de 4 marchas com alavanca no assoalho, resultando em 168 HP.

Renault Fuego GTA Max

Desenvolvido em parceria com a Berta, o Fuego GTA Max era uma versão melhorada do GTA de terceira geração, com motor 2.2 de 123 HP. Foi a versão mais potente do pequeno coupê baseadono Renault 18.

FIAT 128 Europa IAVA 102hp

A versão mais apimentada do FIAT 128 na Argentina era o IAVA TV1300 102HP. Alimentado por uma Weber 40/40 e comando de válvulas mais agressivo, alcançava 180 km/h e fazia de 0-100 km/h em menos de 10 segundos.

Chevrolet 400 SS

O Chevy 400 era a resposta da Chevrolet ao Ford Falcon e Chrysler Valiant. Era a segunda geração do Chevy II, sendo fabricada de 1962 até 1974 com três opções de motor: 194 (3.2) de 106 HP, 230 (3.8) de 127 HP e 250 (4.1) de 155 HP, que era exclusivo das versões exclusivas (RS – Rallye Sport e SS – Super Sport). Lançado em 1967 SS vinha com motor 250 com carburação Holey RX 7214-A de corpo duplo e caixa ZF de 4 marchas no assoalho e 155 HP.

Ford Falcon Sprint

Um dos modelos favoritos dos hermanos, o Ford Falcon começou a ser produzido em 1962 e aprodução encerrou em 1991, baseado no modelo americano, produzido até 1970. Em 1973 recebeu a versão esportiva, Sprint, com motor 221 (3.6) de 166 HP com instrumentação mais completa no painel e volante revestido de couro.

Ford Sierra XR4

A versão esportiva do Ford Sierra foi produzida na Argentina, compartilhando o motor com o do Ford Taunus 2.3, sendo produzido entre 1986 até 1991, enquanto a versão européia teve vida breve sendo substituída (no caso do XR4i) pelo XR4x4 em 1985 e em 1986 pelo RS Cosworth.

Dodge 1500 GT100

O sucesso que o Polara não teve no Brasil, encontrou na Argentina. Onde teve vida longa, sendo fabricado entre 1971 até 1982, pela Chrysler Fevre, e depois pela Volkswagen, de 1983 até 1990, quando foi substituído pelo Gacel. Enquanto que no Brasil foi de 1973 até 1981, quando a Chrysler do Brasil foi vendida para a Volkswagen. A versão hermana não enfrentou os problemas do modelo brasileiro, que teve o projeto apressado para o lançamento, resultando em vários erros e defeitos crônicos. Em 1977, era lançada a versão mais potente do Dodge 1500, a GT100. Com motor 1.8 de 120 HP, alimentados por um par de carburadores horizontais Stromberg 175-CD3 VX, o Dodge 1500 GT100 foi o Polara que gostaríamos de ter por aqui.

Volkswagen Gacel GS/GTS

O Gacel era o equivalente hermano ao VW Voyage brasileiro, com quatro portas. Lá ganhou uma versão esportiva, GS, que inicialmente possuía motor 1.6 e a partir de 1988, passou a utilizar rodas do Santana e volante do Gol GTI e bancos Keiper, semelhantes aos Recaro que faziam sucesso nos esportivos brasileiros, além de um pequeno aerofólio traseiro. Entre 1991 e 1993, o GS foi substituído pelo GTS, que contava com o mesmo interior do Gol GTI e os elementos externos do Gacel/Voyage de segunda geração.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Dodge Polara GTX

Baseado na quarta geração do Dodge Dart americano, o Polara GTX era uma versão intermediária entre o Dodge GT, de quem herdou o motor 6 cilindros A-119 225 de 155 HP e a versão R/T, que herdou o seu V8 opcional 318 de 212 HP. Com a compra da Chrysler-Fevre pela Volkswagen em 1978, sua produção foi encerrada.

Ford Falcon Ghia SP

O substituto do Sprint na última geração do modelo na Argentina, o Ghia SP contava com uma versão atualizada do motor 3.6, agora com 140 HP com dupla carburação.

Chevrolet 400 RS

Em 1972, a Chevrolet tinha duas gerações disputando o mesmo nicho, o Chevy II e o Chevy 400, ambos sedãs esportivos, a solução foi reposicionar o 400 para ficar um degrau abaixo do Chevy II SS, surgindo o 400 RS, que tinha as três opções de motor 194, 230 e 250 disponíveis, combinados com carburador Holey R 2751 e caixa ZF de 4 marchas no assoalho.

FIAT-IAVA Duna SCX

A despedida da parceria entre a FIAT e a Industria Argentina Vehículos de Avanzada, foi uma versão esportiva do FIAT Duna fabricada entre 1989 e 1991. Com base no SCV e não poder levar a marca da preparadora que havia encerrado oficialmente as operações em 1985, o SCX vinha com motor 8CV mais potente, com carburação Solex 36-36, válvulas maiores (38 na admissão e 35 no escape), câmara retrabalhada para melhor fluxo e maior compressão (9,4:1) e escapamento no padrão 4x2x1. O diferencial era na parte aerodinâmica e estética, onde contava com volante de três raios,  rodas exclusivos e parachoque dianteiro com spoiler integrado e aerofólio traseiro.

Ford Taunus 2300GT

O Taunus teve vida breve na Argentina, sendo fabricado entre 1974 e 1984, baseado na primeira geração do Taunus europeu. Em 1980 recebeu um facelift para ficar próximo do modelo da terceira geração, mantendo ainda elementos da primeira. o 2300GT possuía motor 2.3 Lima alimentado por uma Solex dupla 36/36 e escape redimensionado, alcançando 122 HP. Era considerado o Mustang dos Pampas.

Peugeot 404 S

Um dos modelos mais populares na Argentina, o Peugeot 404 ganhou uma versão esportiva local baseada no desenvolvimento da IAFA (Industriales Argentinos Fabricantes de Automotores), com aval da matriz, resultando numa versão de 115 HP, quase o dobro da potência do modelo normal, que era 64 HP. A receita era eficaz, mudança de bomba de óleo, volante de motor aliviado, comando de válvulas mais bravo, dupla carburação Weber 40, pistões especiais, admissão e cabeçote trabalhados. Tudo isso fazia o carro chegar a 185 km/h de velocidade máxima, nada mal para um sedã francês de meados dos anos 1960.

Deixe uma resposta