Jipes: IFA P3

O P3 assim como o P2M era projeto da Horch (marca do grupo Auto Union), devido a divisão da Alemanha, a fábrica da Horch em Zwickau ficava na Alemanha Oriental, e foi estatizada, e com isso, alguns projetos acabaram caindo nas mãos dos orientais. Em 1956, a Auto Union cria o MUNGA, mas do outro lado do muro, um projeto “irmão” era desenvolvido e lançado 6 anos mais tarde com algumas diferenças entre eles. Enquanto o Auto Union contava com um motor de 3 cilindros, dois tempos e 1.000cc, o “irmão” comunista vinha equipado com uma unidade 6 cilindros quatro tempos de 2.407 cc com quase o dobro de potência (44HP do MUNGA contra 75HP do P3). Mas devido a interesses do bloco comunista, a produção foi encerrada em 1967 (outra semelhança com o modelo da Auto Union, que saiu de produção em 1968!!!), sendo substituído pelo UAZ 469 que se tornou veículo padrão entre os países do Pacto de Varsóvia. Mas o P3 seguiu “carreira militar” até a reunificação da Alemanha, em 1990!!!

Jipes: IFA P2M

O P2M, veio como substituto para o AWE 325-3, como modelo multipropósito da NVA (Exército da Alemanha Oriental) em 1953 como protótipo, e sendo produzido entre 1956 até 1958, quando foi substituído pelo IFA P3. Como a maioria dos veículos militares da Alemanha Oriental, era montado em mais de uma fábrica, na VEB Automobilwerke Zwickau (fabricante do famoso Trabant) e na VEB Barkaswerke (fabricante do furgão Barkas B1000), e também era um projeto da Horch da época da 2ª Guerra Mundial. Contava com um motor 6 cilindros 4 tempos e 64 HP.

Jipes: Gurgel Supercross

O Grugel Supercross foi o primeiro crossover brasileiro, criado em 1992, seria lançado oficialmente em 1995, junto com a nova linha da Gurgel, mas devido a problemas financeiros, a fábrica faliu antes. Trazia conceitos que seriam utilizados pelos fabricantes concorrentes muitos anos depois, como carroceria mista de hatchback e SW, e a configuração de utilitário urbano (um off-road de cidade grande). O carro foi o último protótipo desenvolvido pela marca, e compartilhava a mecânica, e componentes internos e externos do Supermini. Houve uma versão militar testada e aprovada pelas Forças Armadas na época.

Jipes: IFA AWE 325-3

O 325-3 foi um dos primeiros veículos todo-terreno fabricado na Alemanha Oriental, pela Automobilwerke Eisenach (AWE). Fabricado para a Volkspolizei (polícia da RDA) e a NVA – NationaleVolksarmee (Exército da RDA), sua produção foi bastante curta, entre 1950-1952, com produção de 166 unidades. Sendo substituído pelo IFA P2M. A base era a mesma do AWE 327, uma cópia do BMW 327 da época. Mantinha um desenho similar aos dos outros modelos usados pelos países comunistas na época, como os GAZ 69, Skoda 1101 (ambos modelos contemporâneos), e também se assemelhava ao Bantam BRC 40 (embrião do Jeep) de 1940. Uma curiosidade, a AWE, era uma fábrica da BMW que após a divisão da Alemanha na Segunda Guerra ficou em território comunista, sendo assim o 325-3 um ancestral dos BMW X3 e X5 atuais

Jipes: Göliath Typ 31 Jagdwagen

Dando seqüência na sessão que originou o blog, trago um pouco da história do Goliath Tipo 31, uma das propostas para um novo veículo leve de 1/4 Ton, feita pelo Exército alemão em substituição dos Jeep Willys e Land Rover, o Goliath foi assim como o Porsche 597, que era moderno demais, preterido pelo DKW F91 MUNGA. Era um carro semelhante ao DKW, com motor 2T de 900 cc, e foi fabricado de 1955 até o ano seguinte, quando foi substituído pelo Typ 34, que foi seu rival durante a concorrência da Bundeswehr em 1956.

Jipes: Jeep Wrangler

Dando continuidade a série sobre Jipes, vamos falar sobre a evolução do Jeep CJ, o Wrangler, inicialmente um projeto da AMC, mas com sua compra pela Chrysler em 1987, foi fabricado pela Chrysler, mas mantendo as características originais do projeto, foi nomeado inicialmente Jeep YJ (primeira série, de 1987-1992), e depois de uma reestilização viria a segunda série (1997-2006) chamada de TJ, curiosamente, sua produção se deu na mesma fábrica onde o Jeep CJ foi produzido, a planta sul do antigo complexo industrial de Toledo, Ohio. Mas essa fábrica, foi derrubada em 2006, e mudando para a planta norte do mesmo complexo, criada para a produção da terceira geração, chamada de JK.
Os Wranglers YJ trouxeram novidades para a linha Jeep, como ABS, injeção de combustível, gaiola interna (e com isso cintos de três pontos), e faróis retangulares. Na segunda série a suspensão passou a ser semelhante à do Grand Cherokee, os faróis redondos retornaram, e revisões no desenho do painel, e no recente modelo JK, ganhou versão com carroceria fechada, e uma versão quatro portas Unlimited. Transformando o Jeep em um carro que o tempo esqueceu.

Jipes: Gurgel X-12/Tocantins

O Gurgel X12, veio como uma evolução do X10 (mais tarde rebatizado de Xavante), e era assim como ele, um modelo de fibra de vidro com base mecânica do VW Sedan com diferencial do VW 1300. Tinha desempenho semelhante aos modelos 4×4 disponíveis no Brasil na época (Jeep, Toyota Bandeirante, Rural), e por ter carroceria de fibra, era figura fácil na região litorânea, já que era mais resistente à corrosão e se portava também tal qual um Buggy. Foi fabricado entre 1973 até 1991 (1973-1987 como X12, e 1988-1991 com Tocantins), foi um dos modelos de mais prestígio da marca brasileira, sendo exportado para vários países, e principalmente para o Caribe, e com isso acabou encerrando a vida do VW 181, que era fabricado na filial do México da Volkswagen, fornecedora de motores e mecânica da Gurgel. Isso, acabou dificultando as coisas para a fabricante brasileira. Após a abertura das importações, as linhas Off-Road da marca foram retiradas de produção, pois não conseguiam concorrer contra os modelos importados e mais baratos (no caso do Lada Niva). Em 2007, após a “reabertura” da Gurgel Motores, o X12 começa alguns testes para se modernizar, e retornar ao mercado em 2009. Assim como no começo, usando motor VW.