Jipes: IFA AWE 325-3

O 325-3 foi um dos primeiros veículos todo-terreno fabricado na Alemanha Oriental, pela Automobilwerke Eisenach (AWE). Fabricado para a Volkspolizei (polícia da RDA) e a NVA – NationaleVolksarmee (Exército da RDA), sua produção foi bastante curta, entre 1950-1952, com produção de 166 unidades. Sendo substituído pelo IFA P2M. A base era a mesma do AWE 327, uma cópia do BMW 327 da época. Mantinha um desenho similar aos dos outros modelos usados pelos países comunistas na época, como os GAZ 69, Skoda 1101 (ambos modelos contemporâneos), e também se assemelhava ao Bantam BRC 40 (embrião do Jeep) de 1940. Uma curiosidade, a AWE, era uma fábrica da BMW que após a divisão da Alemanha na Segunda Guerra ficou em território comunista, sendo assim o 325-3 um ancestral dos BMW X3 e X5 atuais

Jipes: Göliath Typ 31 Jagdwagen

Dando seqüência na sessão que originou o blog, trago um pouco da história do Goliath Tipo 31, uma das propostas para um novo veículo leve de 1/4 Ton, feita pelo Exército alemão em substituição dos Jeep Willys e Land Rover, o Goliath foi assim como o Porsche 597, que era moderno demais, preterido pelo DKW F91 MUNGA. Era um carro semelhante ao DKW, com motor 2T de 900 cc, e foi fabricado de 1955 até o ano seguinte, quando foi substituído pelo Typ 34, que foi seu rival durante a concorrência da Bundeswehr em 1956.

Jipes: Jeep Wrangler

Dando continuidade a série sobre Jipes, vamos falar sobre a evolução do Jeep CJ, o Wrangler, inicialmente um projeto da AMC, mas com sua compra pela Chrysler em 1987, foi fabricado pela Chrysler, mas mantendo as características originais do projeto, foi nomeado inicialmente Jeep YJ (primeira série, de 1987-1992), e depois de uma reestilização viria a segunda série (1997-2006) chamada de TJ, curiosamente, sua produção se deu na mesma fábrica onde o Jeep CJ foi produzido, a planta sul do antigo complexo industrial de Toledo, Ohio. Mas essa fábrica, foi derrubada em 2006, e mudando para a planta norte do mesmo complexo, criada para a produção da terceira geração, chamada de JK.
Os Wranglers YJ trouxeram novidades para a linha Jeep, como ABS, injeção de combustível, gaiola interna (e com isso cintos de três pontos), e faróis retangulares. Na segunda série a suspensão passou a ser semelhante à do Grand Cherokee, os faróis redondos retornaram, e revisões no desenho do painel, e no recente modelo JK, ganhou versão com carroceria fechada, e uma versão quatro portas Unlimited. Transformando o Jeep em um carro que o tempo esqueceu.

Jipes: Gurgel X-12/Tocantins

O Gurgel X12, veio como uma evolução do X10 (mais tarde rebatizado de Xavante), e era assim como ele, um modelo de fibra de vidro com base mecânica do VW Sedan com diferencial do VW 1300. Tinha desempenho semelhante aos modelos 4×4 disponíveis no Brasil na época (Jeep, Toyota Bandeirante, Rural), e por ter carroceria de fibra, era figura fácil na região litorânea, já que era mais resistente à corrosão e se portava também tal qual um Buggy. Foi fabricado entre 1973 até 1991 (1973-1987 como X12, e 1988-1991 com Tocantins), foi um dos modelos de mais prestígio da marca brasileira, sendo exportado para vários países, e principalmente para o Caribe, e com isso acabou encerrando a vida do VW 181, que era fabricado na filial do México da Volkswagen, fornecedora de motores e mecânica da Gurgel. Isso, acabou dificultando as coisas para a fabricante brasileira. Após a abertura das importações, as linhas Off-Road da marca foram retiradas de produção, pois não conseguiam concorrer contra os modelos importados e mais baratos (no caso do Lada Niva). Em 2007, após a “reabertura” da Gurgel Motores, o X12 começa alguns testes para se modernizar, e retornar ao mercado em 2009. Assim como no começo, usando motor VW.

Jipes: Austin Gipsy

Com um visual semelhante ao Land Rover, mas ao invés de ter a carroceira de alumínio como o modelo da Rover, o Gipsy usava carroceria em aço, e sofria com a corrosão. Usava uma suspensão independente com molas de borracha, mas tarde usaria feixe de molas na frente e atrás, a motorização era baseada no motor 2.2 do Austin A70 e havia uma versão à diesel. Sua produção foi de 1958 até 1967 quando a BMC se fundiu com a Leyland, e com a fabricação do Land Rover pela mesma empresa.

Jipes: Austin Champ/FV1801

O Austin Champ, começou como um projeto para substituir o Jeep com um modelo de porte similar mas originário da Inglaterra. Foi iniciado em 1947, mas sofreu modificações durante o desenvolvimento, tanto estéticas quanto mecânicas. Inclusive, Sir Alex Issigonis (criador do BMC Mini) participou do projeto, desenvolvendo a suspensão. A versão militar usava um motor Rolls-Royce B40 enquanto a civil usava uma versão modificada do Austin A90. Foram lançados em 1951 mas ficaram em produção até 1956. Mas não obtiveram grande sucesso, mesmo os últimos modelos militares sendo vendidos em 1967.

Jipes: Suzuki LJ

O Suzuki LJ (Light Jeep), começou com um modelo chamado HopeStar ON360, fabricado inicialmente pela Hope Motor Company, em 1965, e três anos mais tarde, após um fracasso nas vendas do modelo, foi vendido para a Suzuki, onde foi renomeado LJ. Originalmente usava um motor de 360cc 2 tempos da Mitsubishi, que logo foi substituído por um Suzuki um pouco mais potente, em 1972 ganhou mudanças estéticas, com as grades passado de hrizontais para verticais, dois anos mais tarde, o motor foi mudado para um tricilíndrico de dois tempos com 539cc. E, em 1977, recebeu um motor 4 cilindros de quatro tempos com 797cc, e ganha uma versão picape, mas a série LJ tem a sua produção encerrada em 1981, sendo substituída pela série SJ.

Jipes: Mitsubishi Pajero/Montero/Shogun

O Mitsubishi Pajero, foi desenvolvido e apresentado como conceito no salão de Tóquio de 1973, mas seria lançado em 1981 no Japão. O nome vem de um felino da região da Patagônia, o felix pajero, mas em alguns mercados recebia outros nomes, na Grã-Bretanha era Mitsubishi Shogun e na Espanha, Índia e países da América se chamava Montero. Assim como o Range Rover, começou espartano e foi ficando luxuoso à medida que o tempo foi passando. Em 1983 ganhava uma versão alongada, de 5 portas, e no mesmo ano estreou nos rallies, onde se sagrou recordista de vitórias no Dakar. Continua sendo fabricado e se encontra em sua quarta geração.

Jipes: Ford M151 MUTT

O M151 MUTT (Military Utility Tactical Truck), veio como um substituto do M38 e M38A1 nos anos 50, sendo fabricado e desenvolvido inicialmente pela Ford, era ligeiramente diferente dos Willys M38 pela altura, pela grade dianteira horizontal, e paralamas menos salientes. Não chegou a ter uma versão civil, pois tinha a tendência de capotar em curvas fechadas em determinada velocidade, e com o veículo vazio a suspensão traseira costumava saltar, mas esses problemas foram sanados no M151A2. Foi fabricado de 1959 até 1982, sendo substituído pelo Humvee. Fez jus aos antecessores, sendo usado em Forças Armadas de vários países pelo mundo, onde em alguns países ainda estão operacionais.

Jipes: Rover Range Rover

O Range Rover começou como um modelo espartano, diferente do 4×4 de luxo que se tornou com o tempo. tinha suspensões de molas helicoidais, freio a disco nas 4 rodas, tração 4×4 permanente, carroceria em monobloco e motorização Rover V8, embora alguns modelos usavam um V8 da Jaguar. Foi praticamente sinônimo de carro de expedição, assim como o Land Rover Defender, Participando de várias provas Fora-de-estrada, como o Camel Trophy e o Rally Dakar, onde era um carro bastante popular nos anos 80. Foi fabricado pela Rover de 1970 até 1978 quando passou a ser produzido pela Land Rover, e é produzido até hoje, onde se encontra em sua terceira geração.