Carros de Competição: BRM P67

Em 1964, a BRM ficou interessada na tecnologia do Ferguson P99 e decidiu adiquirir o sistema e ter seu carro 4×4 de Fórmula 1. A equação era: chassi do BRM P261 + suspensão do BRM P57 + motor do BRM P56 montado “ao contrário” + sistema Ferguson = BRM P67. O P67 teve vida breve, a equipe o usou somente no GP da Inglaterra de 1964 como terceiro carro, com um piloto estreante, Richard Attwood, que se classificou em último mas não chegou a largar por desistência da própria equipe. Na verdade eles estavam mais preocupados com o novo regulamento de motores e desenvolveram um motor em H que poderia ser usado com o carro 4×4, mas ambas as coisas deram errado para a equipe e retornaram para os carros convencionais. O P67 teve mais sucesso em provas de subida de montanha.

Carros de Competição: Fergusson P99

Na década de 1960, houveram muitos esperimentos na Fórmula 1, início dos estudos aerodinâmicos, motores centrais, além de formatos como o H16 da BRM, mas esse período também marcou o uso da tração 4×4 na categoria.Em 1960, a companhia Ferguson Research queria demosntrar seu sistema 4×4 e viu nas corridas uma vitrine para seus sistema. Foi concebido para ter uma divisão de 50:50 no peso por eixo e motor dianteiro, no caso um Climax 4 cilindros de 1.5 litro. Foi usado pela primeira vez em 1961 pela equipe de Rob Walker em algumas provas extra-campeonato, no campeonato foi pouco competitivo contra os carros com motor central traseiro, como os Cooper e Lotus. Com Stirling Moss ao volante, venceu a primeira corrida de um carro 4×4 e a última de um carro com motor dianteiro na F1, o International Gold Cup de Outon Park em 1961. O carro é considerado por Stirling Moss como o melhor carro de F1 que ele já pilotou.
Em 1963, o carro recebeu um novo motor Climax de 2.5 litros e foi pilotado por Graham Hill na Austrália com bons resultados. A Fergusson abandonou o projeto em 1964 passando a vender seu sistema 4×4 para outras equipes.

Carros de Competição: Protótipo Fischer

Assim como o simpático Bi-bip, o Fischer é um dos protótipos mais queridos do Rally dos Sertões. O simpático modelo, foi idealizado por Valério Valente, piloto do carro e chefe de equipe da Equipe Fischer de Rally. A carroceria foi feita com base na do Ford 34 em fibra, mas mecanicamente é uma Toyota Hilux preparada pra competição Cross-Country. Inicialmente a idéia era usar uma carroceria da Ford F-100, mas escolheram o Ford 34 por ter a mesma distância entre-eixos da Hilux. O resultado não foi nada mal…um calhambeque Turbodiesel de 153HP e tração 4×4.

fonte: Revista 4×4 e cia número 77 (Dez/99) e Fischer Freios

Carros de Competição: Audi V8 quattro

Após se retirar dos ralis em 1986, a Audi seguiu com para outras categorias competindo com seu sistema quattro, e após dexar de vencer o título da IMSA por decisões administrativas, segue para o DTM, onde colocam uma versão Superturismo do Audi V8 em 1990. O carro ganhou todas, sendo bicampeão em 1990 e 1991, com Hans Stuck e Frank Biela respectivamente. No ano seguinte, após a Audi revisar o motor colocando um novo comando de válvulas, o que gerou problemas de homologação e somado ao novo regulamento anunciado para 1993, fez com que a Audi se retirasse do DTM, e migrando para outros campeonatos de superturismo.

Carros de Competição: Opel Calibra V6 4×4

A OPC (Opel Performance Center) seguiu os passos da Audi Sport no uso de tração integral. A Audi havia se retirado do DTM, e no mesmo ano (1993) estréia no DTM com a versão Superturismo do Opel Calibra, que assim como o Alfa Romeo 155, eram os únicos carros 4×4 da série. Com o regulamento da época, era um sedã médio com tecnologia de um F1!!!!! Motor dianteiro V6 2.5 com 420 HP, tração 4×4 com controle eletrônico, câmbio sequencial de 6 marchas, freios ABS, carroceria e chassis feitos de fibra de carbono, e suspensão com geometria variável. Foi campeão com Manuel Reuter na temporada de 1996.

Carros de Competição: Citroën 2CV “bi-bip”

Inspirado no post do amigo Thomé, trago o carro mais carismático do Dakar dos últimos tempos, o Citroën 2CV Sahara conhecido como bi-bip, participou das edições de 2005 e 2007 da prova, nas mãos de Ribas Cyril e Marques Georges, não foi o mais competitivo, mas sempre era mencionado nas transmissões enquanto estava na prova. Mecanicamente era um Sahara preparado para Cross-Country, com equipamentos de navegação e segurança, além dos acessórios básicos para esse tipo de prova, como tanques de combustível maiores, faróis pra tempestade de areia, etc.

Carros de Competição: Renault 21 Turbo

O Renault 21 Turbo foi desenvolvido para bater de frente com os carros referência do turismo da época, criado em 1986, foi colocado nas pistas em 1988, e com Jean Ragnotti e Jean-Lois Busquet, sagrou-se vitorioso no campeonato francês de superturismo nesse ano, mas no ano seguinte ficou com o vice. Na mesma época, foi colocado nos ralis, onde ficou até ser substituído pelos Renault Clio, enquanto nas pistas foi substituído pelo Renault Megáne. Era um sedã quatro portas com tração 4×4, motor de 2 litros com 430 HP. O carro alcançou o recorde mundial de velocidade na neve com Jean-Pierre Malcher, com pneus normais, alcançou aproximadamente 246 km/h, já com pneus para neve chegou nos 250!!! O carro usado no recorde usava pára-quedas para auxiliar na frenagem.

Modelo de rali
Modelo de recorde de velocidade no gelo