Renault 4L 3000

Um grupo de franceses resolveram preparar um carro especial para o Rally Gumball 3000. Mas pra uma prova exclusiva, não bastava ser um carro exclusivo…tinha que ser único! Então a galera da L’Ecurie pegou um simpático Renault R4L e misturou com um Clio V6 3000, o resultado vocês vêem abaixo =D

A prova foi uma viagem de 8 dias saindo de Londres até Istanbul, passando por Paris, Barcelona, Mônaco, Veneza e Belgrado. E antes que pensem que a L’Ecurie é alguma empresa de customização, os caras são uma empresa de consultoria de comunicação, e seus donos participaram do evento sendo os únicos franceses a correr no Gumball 3000








fonte: http://4l3000.com/

Citroën BX 4TC

O Citroën BX 4TC, teoricamente seria um matador nos ralis, jantaria Lancias, Audis e Peugeots com facilidade. Mas ao contrário de seu antecessor o pequeno e fraco Visa 1000 Pistes, foi um dos maiores fiascos da categoria. Chegou com conceitos da primeira geração do Grupo B, como chassi monocoque e motor dianteiro, enquanto os rivais top possuiam estruturas tubulares e motor central. Sua durabilidade era fraca, de 15 ralis (3 eventos WRC) abandonou 13. Nem sua evolução conseguiu reverter o jogo a favor da Citröen, dos 20 carros (BX4TC Evo) apenas 5 sobreviveram. Outro fator que culminou no fracasso do projeto foi a homologação ter saido em 1986. Mas a marca seguiu em frente na categoria, e dessa vez emplacando em seguida três carros vitoriosos em ralies, o ZX , o Xsara T4 e o atual C4.

NAMI 0290

Em finais da década de 1980, o Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento para Automóveis e Motores Automotivos NAMI na então URSS, desenvolveu um modelo para correr no Rali do Faraós (Egito).


O carro contava com peças provenientes de vários carros de fabricação soviética. O motor era o 1.600cc do Lada 2107 Zhiguli com a adição de uma turbina Mitsubishi, resultando em 180HP e máxima de 210 km/h. Tração 4×4 permanente, diferencial viscoso com divisão de torque de 50% para cada eixo. Outras peças provenientes de carros de rua eram as portas do ZAZ Tavria, as lanternas traseiras e as rodas de aço estampado de 13″ do Lada 2108 Samara. O projeto Appelsin (laranja em russo) foi razoavelmente bem sucedido, sendo um carro bastante competitivo em provas de Cross-Country. Foi idealizado para competir ao lado do Samara T3, mas não tão bem sucedido como o protótipo Lada. Em 1991 seria substituído pelo 0300 que era uma evolução do projeto Appelsin com motor 2300cc de quatro cilindros 16v e 180HP que acabou sendo repassado para os modelos GAZ russos.

fonte: AutoSoviet

Yamaha Ténéré

Durante muito tempo, um ponto azul no meio do deserto significava algum piloto com uma Yamaha no Mundial de Cross-Country. Em 1978, Cyril Neveu a bordo de uma Yamaha XT 500 vencia o Rali Oásis, e acabaria dando início a uma dinastia.

 

Em 1980, inspirada pelo sucesso das provas de Enduro, a Yamaha resolveu seguir a onda, e criar a sua. No início, alguém deu a ideia de produzirem modelos de rua que replicassem as motos de rali. A ideia não fez muito a cabeça dos chefes japoneses…mas eles resolveram em 1982, lançar a XT600Z Ténéré. Vinha com inovações pro segmento, como suspensão mono progressiva e freio a disco na dianteira. O motor era um monocilíndrico de 43 HP e máxima de 160 km/h!!!





Em 1987, com a competição ficando cada vez mais acirrada, a Sonauto solicitou melhorias na Ténéré e no ano seguinte, surgia a evolução da XT600Z, a XTZ750 Super Ténéré, e a versão mais light, a XTZ660 Ténéré. Ambas ajudaram muitos pilotos a começarem a correr em Cross-Country.


Na década de 1990, a Yamaha dominou o Dakar com nada menos que 6 vitórias 1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998 com Stéphane Peterhansel e sua XTZ850R Super Ténéré. Nesse mesmo ano, a Yamaha se retira dos ralis, depois de 19 participações e 8 vitórias. E as Ténéré continuam sendo clássicas absolutas

 

fonte: Rallye-Ténéré

Cagiva Elefant

A italiana Cagiva, era uma das maiores representantes no Dakar, suas Elefant era favoritas à vitória, mas as japonesas Honda e Yamaha praticamente dominavam a competição. Mas as Elefant venceram duas vezes nas mãos do italiano Edi Orioli (1990, 1994) a prova mais dura do Cross-Country.

 

 

A Elefant, era uma cooperação da Cagiva e Ducati, o motor veio da última. E contava com modificações interessantes no motor para melhor refrigeração e alimentação, como um dos cabeçotes ser montado ao contrário para facilitar a exaustão, a caixa do filtro de ar ficar embaixo do assento, e válvulas desmodrômicas. Sim crianças, a base pro motor da Elefant era o motor da Ducati 900SS!!! Ou seja, a Elefant era quase uma Café Racer, só que de Enduro =P A Elefant era uma moto complexa e durável, Geralmente mais rápida e leve que suas rivais.

A Cagiva viu seu esforço ter resultado em 1990, quando quebrou a sequência de vitórias da Honda (1986-1989) com Edi Orioli, que venceu a edição de 1994, com uma Elefant também. Mas nesse ano, não havia equipes de fábrica.



 

BMW R80 G/S Paris-Dakar

A HPN Motorradtechnik preparava as motos BMW de rally, e a R80G/S era bastante vitoriosa na década de 1980 especialmente no Paris-Dakar. 

 

 

Hubert Auriol ganhou duas vezes com ela em 1981 e em 1983, e Gaston Rahier faturou em 1984 e 1985, dessa vez com uma versão bastante modificada, com motor de 1043 cm³  oriundo das R100RS, mais preparação de praxe para Cross-Country: quadro reforçado, grafo e braço oscilante com cursos aumentados; tanque de maior capacidade; freios Brembo e etc. Graças ao sucesso, a HPN fez 10 réplicas da moto para serem vendidas. Essas réplicas podem ser encomendadas até hoje, assim como transformar a sua BMW R80G/S numa Paris-Dakar.

via BikeEXIF e HPN

Carros de Competição: Vauxhall Chevette 2300 HS

Outro carro de rali baseado no T-Car da General Motors foi o Vauxhall Chevette 2300 HS. Ao contrário do “irmão”GT/E, usava um motor mais forte, e maior. Com 2.300cc e 16 válvulas, dois carburadores Webber duplos (mais tarde foi adotado um sistema de injeção Lucas), resultava num dragão com entre 240 a 280 HP. Usado pela equipe oficial da Vauxhall, a Dealer Vauxhall Team, entre 1978 e início da década de 1980, foi um grande rival dos Escort. Embora fosse um carro bruto, não era difícil controlá-lo. Compartilhava alguns itens com o Kadett GT/E, como suspensão e eixo traseiro, e, com o Firenza, como as rodas. Com o tempo, o problemático cabeçote 16v foi substituído por um desenvolvido pela Lotus, mas acabou sendo desclassificado por isso. Com a junção da DTV com a Dealer Opel Team, formando a Genenal Motors Dealer Team, marcou o fim de carreira para esse carro. Sendo substituído pelo Opel Manta 400.