Yamaha Ténéré

Durante muito tempo, um ponto azul no meio do deserto significava algum piloto com uma Yamaha no Mundial de Cross-Country. Em 1978, Cyril Neveu a bordo de uma Yamaha XT 500 vencia o Rali Oásis, e acabaria dando início a uma dinastia.

 

Em 1980, inspirada pelo sucesso das provas de Enduro, a Yamaha resolveu seguir a onda, e criar a sua. No início, alguém deu a ideia de produzirem modelos de rua que replicassem as motos de rali. A ideia não fez muito a cabeça dos chefes japoneses…mas eles resolveram em 1982, lançar a XT600Z Ténéré. Vinha com inovações pro segmento, como suspensão mono progressiva e freio a disco na dianteira. O motor era um monocilíndrico de 43 HP e máxima de 160 km/h!!!





Em 1987, com a competição ficando cada vez mais acirrada, a Sonauto solicitou melhorias na Ténéré e no ano seguinte, surgia a evolução da XT600Z, a XTZ750 Super Ténéré, e a versão mais light, a XTZ660 Ténéré. Ambas ajudaram muitos pilotos a começarem a correr em Cross-Country.


Na década de 1990, a Yamaha dominou o Dakar com nada menos que 6 vitórias 1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998 com Stéphane Peterhansel e sua XTZ850R Super Ténéré. Nesse mesmo ano, a Yamaha se retira dos ralis, depois de 19 participações e 8 vitórias. E as Ténéré continuam sendo clássicas absolutas

 

fonte: Rallye-Ténéré

Cagiva Elefant

A italiana Cagiva, era uma das maiores representantes no Dakar, suas Elefant era favoritas à vitória, mas as japonesas Honda e Yamaha praticamente dominavam a competição. Mas as Elefant venceram duas vezes nas mãos do italiano Edi Orioli (1990, 1994) a prova mais dura do Cross-Country.

 

 

A Elefant, era uma cooperação da Cagiva e Ducati, o motor veio da última. E contava com modificações interessantes no motor para melhor refrigeração e alimentação, como um dos cabeçotes ser montado ao contrário para facilitar a exaustão, a caixa do filtro de ar ficar embaixo do assento, e válvulas desmodrômicas. Sim crianças, a base pro motor da Elefant era o motor da Ducati 900SS!!! Ou seja, a Elefant era quase uma Café Racer, só que de Enduro =P A Elefant era uma moto complexa e durável, Geralmente mais rápida e leve que suas rivais.

A Cagiva viu seu esforço ter resultado em 1990, quando quebrou a sequência de vitórias da Honda (1986-1989) com Edi Orioli, que venceu a edição de 1994, com uma Elefant também. Mas nesse ano, não havia equipes de fábrica.



 

BMW R80 G/S Paris-Dakar

A HPN Motorradtechnik preparava as motos BMW de rally, e a R80G/S era bastante vitoriosa na década de 1980 especialmente no Paris-Dakar. 

 

 

Hubert Auriol ganhou duas vezes com ela em 1981 e em 1983, e Gaston Rahier faturou em 1984 e 1985, dessa vez com uma versão bastante modificada, com motor de 1043 cm³  oriundo das R100RS, mais preparação de praxe para Cross-Country: quadro reforçado, grafo e braço oscilante com cursos aumentados; tanque de maior capacidade; freios Brembo e etc. Graças ao sucesso, a HPN fez 10 réplicas da moto para serem vendidas. Essas réplicas podem ser encomendadas até hoje, assim como transformar a sua BMW R80G/S numa Paris-Dakar.

via BikeEXIF e HPN

Carros de Competição: Vauxhall Chevette 2300 HS

Outro carro de rali baseado no T-Car da General Motors foi o Vauxhall Chevette 2300 HS. Ao contrário do “irmão”GT/E, usava um motor mais forte, e maior. Com 2.300cc e 16 válvulas, dois carburadores Webber duplos (mais tarde foi adotado um sistema de injeção Lucas), resultava num dragão com entre 240 a 280 HP. Usado pela equipe oficial da Vauxhall, a Dealer Vauxhall Team, entre 1978 e início da década de 1980, foi um grande rival dos Escort. Embora fosse um carro bruto, não era difícil controlá-lo. Compartilhava alguns itens com o Kadett GT/E, como suspensão e eixo traseiro, e, com o Firenza, como as rodas. Com o tempo, o problemático cabeçote 16v foi substituído por um desenvolvido pela Lotus, mas acabou sendo desclassificado por isso. Com a junção da DTV com a Dealer Opel Team, formando a Genenal Motors Dealer Team, marcou o fim de carreira para esse carro. Sendo substituído pelo Opel Manta 400.

Carros de Competição: Renault 20 turbo 4×4

Após impressionarem chegando em segundo na primeira edição do Rally Oásis (futuro Dakar), com um pequeno Renault R4, os irmãos Marreau voltaram três anos depois com um protótipo baseado no modelo R20, com motor 1.6 turbo de 132HP e tração nas quatro rodas e levaram a vitória, duelando contra os favoritos da Prova, os Ladas Poch, Mercedes entre outros. A dupla contava com apoio da marca, tanto que o 20 turbo 4×4 usava as cores da Renault Compétition na época, além de ter sido desenvolvido exclusivamente para a dupla.

IFA Sachsering Trabant RS800 “Rennpape”

O Trabant 800RS era uma versão um pouco mais esperta do modelo P601, as diferenças do modelo de rua para o de competição eram internas, o motor com cilindrada elevada de 601cc para 800cc, que dava uma potência de aproximadamente 65HP, enquanto nos modelos de rua era de 26HP aproximadamente.


Isso fazia alcançar uma velocidade máxima de 165km/h enquanto os pacatos P601 se contentavam com 112km/h. Foi produzido em 1986 até 1989, sendo o carro da equipe oficial da IFA Sachsering em provas européias e locais, com certo êxito internacional como um sexto lugar no Grupo 2 no 1000 Lakes(Finlândia) de 1976, graças ao baixo peso e motor de dois tempos, era de uma agilidade semelhante aos SAAB antigos. Por causa dos materiais utilizados na construção da carroceria, ganhou o apelido de Rennpape – corredor de papel em alemão.


Portaro 320 Campina

O Campina era a versão picape da linha fabricada pela FMAT (Fábrica de Máquinas Agrícolas do Tramagal) entre as décadas de 1970 e 1980 em Portugal. Na realidade, eram carros baseados na primeira geração dos Aro 240 romenos. mas com mecânica melhorada e motores Daihatsu diesel (ou Volvo nas versões à gasolina).

 

O 320 teve um passado interessante em competições Cross-Country. Tendo ganho o Rali dos Faraós e o Rally Atlas no início da década de 1980. Além de uma passagem memorável no Dakar de 1983, onde terminou entre os dez primeiros na classificação geral. No modelo de rali, o motor foi trocado por um diesel 4 cilindros 2.3 Volvo de 150 HP além de partes da carroceria substituídas por similares em poliester para aliviar o peso, além do reforço estrutural e adição de equipamentos e acessórios adequados nesse tipo de prova.



fonte: Portaro Campina

Renault 21 turbo

O Renault 21 Turbo foi desenvolvido para bater de frente com os carros referência do turismo da época, criado em 1986, foi colocado nas pistas em 1988, e com Jean Ragnotti e Jean-Lois Busquet, sagrou-se vitorioso no campeonato francês de superturismo nesse ano, mas no ano seguinte ficou com o vice.

 

Na mesma época, foi colocado nos ralis, junto com o Renault 11 turbo que ficou até ser substituído pelos Renault Clio, enquanto nas pistas foi substituído pelo Renault Megáne. Era um sedã quatro portas com tração 4×4, motor de 2 litros com 430 HP. O carro alcançou o recorde mundial de velocidade na neve com Jean-Pierre Malcher, com pneus normais, alcançou aproximadamente 246 km/h, já com pneus para neve chegou nos 250!!! O carro usado no recorde usava pára-quedas para auxiliar na frenagem.

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Moskvitch 412 Rallye

O Moskvitch 412 foi o substituto dos 408 da AvtoExport, e teve uma carreria vitoriosa porém um pouco apagada.

 

Com participações em algumas provas famosas como no Rally de Monte Carlo (Mônaco), 1000 Lakes (Finlândia), onde aparecia com mais freqüência, Rally Acropolis (Grécia) e no rali Safari (África do Sul) onde foi terceiro. Além de ser eventualmente o carro a ser batido no campeonato soviético de ralis. Sua fama mundial veio com as participações nas maratonas como o Londres-Sidney em 1968, onde a equipe russa foi a segunda colocada, o Londres-Mexico em 1970, terminando em 12º dos 23 carros restantes, além do Tour de Europe de 1971, onde segundo informações locais ganhou o evento, mas as fontes são diferentes das fontes ocidentais. Seu motor, baseado no BMW 1500, se tornou um dos melhores motores fabricados pela União Soviética na época, sendo usado como base para monopostos.












 

imagens: sovietrally.ru

BMW 2002 tii Schnitzer “Esquife Voador”

Um esquife era uma espécie de barco auxiliar bastante usado nas Grandes Navegações, mas a palavra também significa um caixão fúnebre. No caso dessa BMW 2002 tii, esquife era um devorador de estradas.

 

Tudo começou quando um dos 2002 tii Schnitzer da CEBEM, representante BMW, sofreu um acidente que danificou bastante a carroceria. Logo cogitaram tranformar o carro em spyder, mas o plano ficou encostado por um tempo. Até que Ciro Cayres deu a mesma ideia para Agnaldo Góes Filho, baseando-se em suas experiências na SIMCA do Brasil e no Lancia Targa Florio.

O Chefe da equipe gostou da ideia, e mandou modificarem um carro 0km, mas ninguém teve coragem de cortar o teto da BMW…até que Agnaldo passa a mão na serra e dá o primeiro corte dizendo “Dei a largada, o resto é com vocês!”. Logo depois, Agnaldo e Ciro bradam felizes “Cuca de fora minha gente, vamos pegar um ventinho!!” Passada a euforia, começou o trabalho sério, reforços estruturais por toda a carroceria, recalibragem das suspensões, e outras modificações para transformá-lo em um spyder.

Mecanicamente continuava um 2002 tii Schnitzer, com motor de 205 HP, câmbio de 5 marchas com diferencial autoblocante, freios a disco na dianteira, pneus 13″x7″…Mas a dieta não deixou o carro só com cara de barco, mas o fez ficar bem veloz. Ciro chegou a marcar em testes 2’30″05 na pista antiga de Interlagos!!!!!!!!!!!!

Durante o pouco tempo que correu, entre 1968 até 1972, quando acabou destruído num acidente durante treinos no Mineirão para os 200km de Belo Horizonte, foi um carro bastante competitivo e chamativo.




 

fontes: saco de gatos, formula grun, saloma do blog, Flávio Gomes