Ford Sierra Cosworth RS500

Em 1983, a Ford decide promover o Sierra em competições, e junto com a Cosworth, preparadora parceira de longa data da marca, montam um acordo, a Ford queria um motor variante do YB, turbinado, com 180 HP na versão de rua e 300HP na versão de corrida.

 

Mas a preparadora fez uma contra-proposta interessante…204HP na versão de rua, 300HP na de corrida e um mínimo de 15.000 motores (o regulamento do Gr.A requeria o mínimo de 5.000 carros fabricados), com isso a Ford guardou os motores excedentes. Usava a caixa de marchas do Mustang, uma Borg-Warner T5, mas o motor era nervoso demais, e tiveram que criar uma nova. Inicialmente o carro era para as pistas, e contava com tração traseira, mas na segunda geração, lançada em 1990, contava com tração 4×4.

Nas pistas foi um carro fora de série, no turismo participou de campeonatoes importantes como o DTM e o BTCC e dominou a temporada inaugural do WTCC em 1987, além de ganhar várias provas do tipo. Nos ralies tinham bons resultados, servindo de base para os Ford Escort RS Cosworth, que os substituiu em 1993.

UMM Cournil

Os UMM participaram do Dakar no início da década de 1980, entre 1982-1985 para ser mais exato. Eram concorrentes do Portaro no mercado interno e opções nacionais para veículos off-road no mercado português.

 

 

A participação dos UMM no Dakar foi excepcional, em três ocasiões (1982,1983,1984) todos os carros inscritos terminaram a prova. Somente em 1985 quando foram preparados na França e inscritos de forma privada, não terminaram a prova. Os UMM de Cross-Country eram praticamente os modelos de mercado, logicamente, com todos os equipamentos e reforços necessários para esse tipo de competição. A diferença era só na motorização: o polêmico PRV V6 2.664cc de 165 HP; um Peugeot-Renault L4 2.150cc de 118 HP; e o Peugeot diesel L4 2.500cc. Um caso interessante sobre os UMM do Dakar, foi quando José Megre (ex-piloto oficial da marca) resolveu fazer uma réplica do modelo utilizado em 1983, que havia sido vendido após a prova, e quando comprou um UMM para servir de base, havia adquirido o próprio carro com que correra!





Troller T5

Na época em que a marca estava ganhando destaque no cenário off-road brasileiro, tomaram a decisão de participar do Dakar para divulgar as qualidades do carro. E na edição do ano de 2000, a Troller preparou 3 modelos T5, variação de corrida do T4, seu modelo de rua, para a prova.

O carro contava com motor V6 MWM Sprint 2.8 diesel e carroceria fechada com elementos óticos oriundos da picape Ford Ranger da época. Os T5 do Dakar vinham com motores especiais de fábrica, os Sprint 4.07 TCA com 153 HP e melhorias como cabeçote de fluxo cruzado e três válvulas por cilindro (duas de adimissão e uma de escape). Além de uma turbina com válvula wastegate e intercooler. Tudo isso fazia o carrinho ter alto torque em baixa e potência em alta. Chegou em 2º na classe para protótipos diesel e 22º na geral




fonte: webadventure 1 e 2, planetabuggy

Citroën BX 4TC

O Citroën BX 4TC, teoricamente seria um matador nos ralis, jantaria Lancias, Audis e Peugeots com facilidade. Mas ao contrário de seu antecessor o pequeno e fraco Visa 1000 Pistes, foi um dos maiores fiascos da categoria. Chegou com conceitos da primeira geração do Grupo B, como chassi monocoque e motor dianteiro, enquanto os rivais top possuiam estruturas tubulares e motor central. Sua durabilidade era fraca, de 15 ralis (3 eventos WRC) abandonou 13. Nem sua evolução conseguiu reverter o jogo a favor da Citröen, dos 20 carros (BX4TC Evo) apenas 5 sobreviveram. Outro fator que culminou no fracasso do projeto foi a homologação ter saido em 1986. Mas a marca seguiu em frente na categoria, e dessa vez emplacando em seguida três carros vitoriosos em ralies, o ZX , o Xsara T4 e o atual C4.

NAMI 0290

Em finais da década de 1980, o Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento para Automóveis e Motores Automotivos NAMI na então URSS, desenvolveu um modelo para correr no Rali do Faraós (Egito).


O carro contava com peças provenientes de vários carros de fabricação soviética. O motor era o 1.600cc do Lada 2107 Zhiguli com a adição de uma turbina Mitsubishi, resultando em 180HP e máxima de 210 km/h. Tração 4×4 permanente, diferencial viscoso com divisão de torque de 50% para cada eixo. Outras peças provenientes de carros de rua eram as portas do ZAZ Tavria, as lanternas traseiras e as rodas de aço estampado de 13″ do Lada 2108 Samara. O projeto Appelsin (laranja em russo) foi razoavelmente bem sucedido, sendo um carro bastante competitivo em provas de Cross-Country. Foi idealizado para competir ao lado do Samara T3, mas não tão bem sucedido como o protótipo Lada. Em 1991 seria substituído pelo 0300 que era uma evolução do projeto Appelsin com motor 2300cc de quatro cilindros 16v e 180HP que acabou sendo repassado para os modelos GAZ russos.

fonte: AutoSoviet

Carros de Competição: Vauxhall Chevette 2300 HS

Outro carro de rali baseado no T-Car da General Motors foi o Vauxhall Chevette 2300 HS. Ao contrário do “irmão”GT/E, usava um motor mais forte, e maior. Com 2.300cc e 16 válvulas, dois carburadores Webber duplos (mais tarde foi adotado um sistema de injeção Lucas), resultava num dragão com entre 240 a 280 HP. Usado pela equipe oficial da Vauxhall, a Dealer Vauxhall Team, entre 1978 e início da década de 1980, foi um grande rival dos Escort. Embora fosse um carro bruto, não era difícil controlá-lo. Compartilhava alguns itens com o Kadett GT/E, como suspensão e eixo traseiro, e, com o Firenza, como as rodas. Com o tempo, o problemático cabeçote 16v foi substituído por um desenvolvido pela Lotus, mas acabou sendo desclassificado por isso. Com a junção da DTV com a Dealer Opel Team, formando a Genenal Motors Dealer Team, marcou o fim de carreira para esse carro. Sendo substituído pelo Opel Manta 400.

Carros de Competição: Renault 20 turbo 4×4

Após impressionarem chegando em segundo na primeira edição do Rally Oásis (futuro Dakar), com um pequeno Renault R4, os irmãos Marreau voltaram três anos depois com um protótipo baseado no modelo R20, com motor 1.6 turbo de 132HP e tração nas quatro rodas e levaram a vitória, duelando contra os favoritos da Prova, os Ladas Poch, Mercedes entre outros. A dupla contava com apoio da marca, tanto que o 20 turbo 4×4 usava as cores da Renault Compétition na época, além de ter sido desenvolvido exclusivamente para a dupla.