IFA Sachsering Trabant RS800 “Rennpape”

O Trabant 800RS era uma versão um pouco mais esperta do modelo P601, as diferenças do modelo de rua para o de competição eram internas, o motor com cilindrada elevada de 601cc para 800cc, que dava uma potência de aproximadamente 65HP, enquanto nos modelos de rua era de 26HP aproximadamente.


Isso fazia alcançar uma velocidade máxima de 165km/h enquanto os pacatos P601 se contentavam com 112km/h. Foi produzido em 1986 até 1989, sendo o carro da equipe oficial da IFA Sachsering em provas européias e locais, com certo êxito internacional como um sexto lugar no Grupo 2 no 1000 Lakes(Finlândia) de 1976, graças ao baixo peso e motor de dois tempos, era de uma agilidade semelhante aos SAAB antigos. Por causa dos materiais utilizados na construção da carroceria, ganhou o apelido de Rennpape – corredor de papel em alemão.


Portaro 320 Campina

O Campina era a versão picape da linha fabricada pela FMAT (Fábrica de Máquinas Agrícolas do Tramagal) entre as décadas de 1970 e 1980 em Portugal. Na realidade, eram carros baseados na primeira geração dos Aro 240 romenos. mas com mecânica melhorada e motores Daihatsu diesel (ou Volvo nas versões à gasolina).

 

O 320 teve um passado interessante em competições Cross-Country. Tendo ganho o Rali dos Faraós e o Rally Atlas no início da década de 1980. Além de uma passagem memorável no Dakar de 1983, onde terminou entre os dez primeiros na classificação geral. No modelo de rali, o motor foi trocado por um diesel 4 cilindros 2.3 Volvo de 150 HP além de partes da carroceria substituídas por similares em poliester para aliviar o peso, além do reforço estrutural e adição de equipamentos e acessórios adequados nesse tipo de prova.



fonte: Portaro Campina

Renault 21 turbo

O Renault 21 Turbo foi desenvolvido para bater de frente com os carros referência do turismo da época, criado em 1986, foi colocado nas pistas em 1988, e com Jean Ragnotti e Jean-Lois Busquet, sagrou-se vitorioso no campeonato francês de superturismo nesse ano, mas no ano seguinte ficou com o vice.

 

Na mesma época, foi colocado nos ralis, junto com o Renault 11 turbo que ficou até ser substituído pelos Renault Clio, enquanto nas pistas foi substituído pelo Renault Megáne. Era um sedã quatro portas com tração 4×4, motor de 2 litros com 430 HP. O carro alcançou o recorde mundial de velocidade na neve com Jean-Pierre Malcher, com pneus normais, alcançou aproximadamente 246 km/h, já com pneus para neve chegou nos 250!!! O carro usado no recorde usava pára-quedas para auxiliar na frenagem.

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Moskvitch 412 Rallye

O Moskvitch 412 foi o substituto dos 408 da AvtoExport, e teve uma carreria vitoriosa porém um pouco apagada.

 

Com participações em algumas provas famosas como no Rally de Monte Carlo (Mônaco), 1000 Lakes (Finlândia), onde aparecia com mais freqüência, Rally Acropolis (Grécia) e no rali Safari (África do Sul) onde foi terceiro. Além de ser eventualmente o carro a ser batido no campeonato soviético de ralis. Sua fama mundial veio com as participações nas maratonas como o Londres-Sidney em 1968, onde a equipe russa foi a segunda colocada, o Londres-Mexico em 1970, terminando em 12º dos 23 carros restantes, além do Tour de Europe de 1971, onde segundo informações locais ganhou o evento, mas as fontes são diferentes das fontes ocidentais. Seu motor, baseado no BMW 1500, se tornou um dos melhores motores fabricados pela União Soviética na época, sendo usado como base para monopostos.












 

imagens: sovietrally.ru

FSO Polonez 2500 “Stratopolonez”

O FSO Polonez foi um carro muito curioso, de longe era o mais potente carro da “Cortina de Ferro”. Em 1977 após um acidente com o filho do Primeiro-Ministro, Andrzej Jaroszevicz no Rali da Polônia, a bordo de um Lancia Stratos, o fez perder a prova enquanto liderava.

O carro teve danos estruturais, mas a mecânica intacta, foi mandada para o departamento de pesquisas da FSO. Que mais tarde desenvolveu uma versão de corrida do Polonez, usando toda a parte mecânica do Lancia Stratos. O carro era literalmente um lobo em pele de cordeiro. Para resolver problemas de tracionamento, usaram pneus mais largos na traseira. O carro enfrentava os rivais mais evoluídos, como Porsche 911, Renault 5 Turbo, e Kadett GTE. Mas havia um problema, o carro era fraco estruturalmente para um motor tão forte, com 285HP além de ter problemas de distribuição de peso. Tinha tendência a rodar com extrema facilidade. Em 1985 foi para o Museu de Tecnologia de Varsóvia e em 2000 foi restaurado.








fonte: Wirtualna Polska Moto