Junkers Ju-52

O Junkers Ju-52 é um dos aviões mais clássicos da história, fabricado entre 1932 e 1945 na Alemanha, era um modelo de transporte, com fuselagem de duralumínio corrugada de seção retangular, que dava mais rigidez torcional. Inicialmente era um monomotor (Junkers Ju-52/1m) com opções de motor BMW ou Junkers de refrigeração líquida. Mas, após o sétimo modelo nessa configuração, resolveram mudar tudo e adicionar mais dois motores ao avião.

 

Enquanto era um monomotor baseado no W33, ninguém deu muita bola…mas agora era um trimotor bem sexy. O agora Junkers Ju-52/3m, era inicialmente um avião de transporte, mas logo ganhou versões para passageiros e fez sucesso na época, a Lufthansa baseava sua frota nesse modelo. Além de várias companhias aéreas de vários países da América do Sul. Um Junkers Ju-52/3m poderia vir com um jogo de Pratt & Whitney Hornet; ou de BMW 132; ou um trio de Pratt & Whitney Wasp; ou então três Bristol Pegasus IV.

Nesse tempo, surgiram concorrentes, claro, mas a Tante Ju (Tia Jú, apelido dado pelos alemães) havia encontrado um a altura, o Douglas DC-3. No mercado comercial tinham números proporcionalmente semelhantes, mas veio a guerra e mudou algumas coisas. O DC-3 “ganhou” uma versão militar, o Douglas C-47 Skytrain. E o Ju 52 3/m foi rapidamente utilizado pela Luftwaffe devido as características de manutenção rápida, simples e indolor. Desmontar um era rápido e fácil. Mas na operação Merkur, que visava a invasão da ilha de Creta, o Ju-52 foi utilizado como transportador de carga, de paraquedistas, e como bombardeiro com capacidade de 500kg. Como era um alvo fácil para caças com velocidade máxima duas vezes maior que seus 265 km/h, retornou ao papel de transporte. Nesse meio, ganhou um novo apelido pelos aliados: Iron Annie (Aninha de ferro). Sua produção se encerrou em 1945, mas seu uso continua até hoje como avião de passageiros em passeios da Lufthansa com aeronaves históricas. A versão militar serviu na Força Aérea Suiça até 1984!

Republic P-47 Thunderbolt

Esse ano, mais precisamente em 6 de Maio, fazem 70 anos do primeiro vôo de um dos caças mais durões da aviação militar, o Republic P-47 Thunderbolt.


Criado pelos imigrantes soviéticos Alexander de Severinsky e Alexander Kartveli, na então Seversky Aircraft Company, começou como projeto AP-10, um caça leve movido por um V12 Allison V1710 de refrigeração líquida dotado de oito metralhadoras Browning M2 .50 (quatro em cada asa). Chamou a atenção da USAAC (United States Air Army Corps) que gostou do avião e bancou o projeto, renomeando para XP-47.

Protótipo pronto para avaliação, mas não era apto a enfrentar os caças alemães, logo passou por melhorias dando origem ao XP-47A, Kartveli criou um modelo novo, maior e totalmente diferente do XP-47A, era o XP-47B, todo em metal, exceto algumas partes de comando que eram cobertas com tecido, asas elípticas, tanques autovedantes e cockpit bastante espaçoso. A USAAC gostou e encomendou um protótipo, nisso o XP47A foi engavetado.

O modelo definitivo já impunha respeito, motor Pratt & Wittney R-2800 de 18 cilindros (duas fileiras de 9 cilindros radiais) com hélices de 4 pás sobrealimentado com um sistema complexo que fez o avião ficar mais alto a turbina ficava deslocada embaixo do cockpit. E o monstro de 2.000 HP e quase 4,5 ton voou pela primeira vez em 06/05/1941 sem problemas, impressionando o alto escalão e capaz de atingir 663 km/h a 25.800 pés de altitude e subir do nível do mar até 15.000 pés em 5 minutos!!!!

Nem tudo eram flores, e o XP-47B tinha problemas…resolvidos nas versões seguintes, P-47C: controles com superficies em metal, canopy deslizante, sistema de ignição pressurizado, e injeção de água para um boost de emergência, suporte ventral para bomba/tanque auxiliar, cabine pressurizada e nova antena de rádio. A versão D era quase a mesma coisa do P-47C, contando com blindagem melhor.

Logo ao entrar em serviço ganhou o singelo apelido de Jug (diminutivo de Juggernaut – algo como monstro destruidor) e em combate se destacava por aguentar tudo o que jogassem nele. Um exemplo lendário da robustez desse pássaro de guerra foi um dos P-47D da FAB durante a campanha na Itália, ao colidir com uma chaminé num vôo de baixa altitude, o avião perdeu metade da asa direita, e continuou seu vôo de retorno à base SEM PROBLEMAS!!!!! Se fosse um outro avião, o piloto estava em sérios apuros.

 

Jipes: Hotchkiss VCL


Como contei no post sobre o Europa-Jeep, houve um concorrente feito pelo outro consórcio, o Hotchkiss VCL (Vehicule de Commandament et Liason), mas devido ao desinteresse da França no projeto e a saída de todos os outros países, fez com que o VCL não passasse de protótipo, e com isso a Hotchkiss fechou as portas.

Jipes: VW Militar

Em 1976, a Volkswagen do Brasil, desenvolveu um modelo para oferecer ao Exército Brasileiro como veículo de reconhecimento, mas não foi aceito, e o projeto foi logo abandonado. Deu origem ao JEG, fora de série fabricado pela DaCunha. O desenho, lembra bastante o VW Typ 181, foi reaproveitado no JEG, embora mais simplificado.

Jipes: LuAZ 967 e 969

Enquanto do lado de cá desenvolviam um veículo anfíbio padrão que pudesse ser construído por todos os países da OTAN, do lado de lá, a União Soviética estabeleceu dois modelos-padrão e criou uma fábrica para seu carro militar. A LuAZ, Fábrica de Automóveis de Lutsk, foi estabelecida na cidade de Lutsk, Ucrânia. E, seu produto principal na época era um modelo 4×4, capaz de evacuar feridos, carregar munições e armas leves, e perto dele, o Europa Jeep era um primor do design…hehehehe. O 969 era um modelo interessante, por ter rodas pequenas para um veículo desse tipo, ele acabava tendo uma altura livre de 28 cm, o que fazia com que ele tivesse desempenho em terrenos acidentados muito melhor que os jipes hi-end da época. Serviu ao Pacto de Varsóvia desde seu lançamento em 1967 até o fim da guerra fria. A versão anfíbia, o LuAZ 967, foi desenvolvido pela AZLK Moskvitch em 1959, e ficou ativa entre 1961 até 1975. Mas só serviu no Exército Soviético.

LuAZ 967

Jipes: Europa Jeep FMS

Retomando a origem do blog…voltamos a falar sobre jipes hehehehehehe
Na década de 1960, a OTAN fez uma concorrência onde deveriam ser apresentado um veículo leve de tração 4×4, e anfíbio, que pudesse ser produzido por qualquer país membro. Vários fabricantes se uniram em consórcios. Fiat, MAN, Saviem desenvolveram o FMS, e Büssing, Hotchkiss e Lancia fizeram o BHL.
O projeto foi abandonado em 1976, devido a desistência da França, e seu desenvolvimento foi bastante lento. Durante esse tempo a Volkswagen supriu a OTAN com seus modelos VW181 e Iltis.

Jipes: IFA P3

O P3 assim como o P2M era projeto da Horch (marca do grupo Auto Union), devido a divisão da Alemanha, a fábrica da Horch em Zwickau ficava na Alemanha Oriental, e foi estatizada, e com isso, alguns projetos acabaram caindo nas mãos dos orientais. Em 1956, a Auto Union cria o MUNGA, mas do outro lado do muro, um projeto “irmão” era desenvolvido e lançado 6 anos mais tarde com algumas diferenças entre eles. Enquanto o Auto Union contava com um motor de 3 cilindros, dois tempos e 1.000cc, o “irmão” comunista vinha equipado com uma unidade 6 cilindros quatro tempos de 2.407 cc com quase o dobro de potência (44HP do MUNGA contra 75HP do P3). Mas devido a interesses do bloco comunista, a produção foi encerrada em 1967 (outra semelhança com o modelo da Auto Union, que saiu de produção em 1968!!!), sendo substituído pelo UAZ 469 que se tornou veículo padrão entre os países do Pacto de Varsóvia. Mas o P3 seguiu “carreira militar” até a reunificação da Alemanha, em 1990!!!